[Junipampa] Entrevista exclusiva com Marcos Bagno

Marcos Bagno é professor do Departamento de Línguas Estrangeiras e Tradução da Universidade de Brasília, doutor em filologia e língua portuguesa pela Universidade de São Paulo - USP, tradutor e escritor com diversos prêmios e mais de 30 títulos publicados, entre literatura e obras técnico-didáticas. Atua mais especificamente na área de sociolinguística e literatura infanto-juvenil, bem como de questões pedagógicas sobre o ensino de português no Brasil.

Marcos Bagno sendo entrevistado pelo JUNIPAMPA
Foto: Nilda de Souza

Bagno esteve presente na Universidade Federal do Pampa (UNIPAMPA)/Campus Bagé, no dia 3 de dezembro de 2012, para, além de realizar palestra, conceder uma entrevista ao Jornal Universitário do Pampa (JUNIPAMPA), respondendo a questionamentos relacionados, entre outros temas, à polêmica do ENEM 2012, em torno da prova da área de Linguagem, que abordou questões relacionadas à variação linguística e ao preconceito linguístico. Também citou sua participação na avaliação de livros didáticos do MEC e antecipou questões fundamentais sobre o seu mais novo livro: ‘“Gramática pedagógica do português brasileiro’’, que seria lançado no mesmo dia, no período da noite, após a palestra: ‘’O que é e para que serve uma gramática?’’.

Entre as principais obras de Bagno, encontram-se: A Língua de Eulália: novela sociolinguística (1997); Pesquisa na escola: o que é, como se faz (1998); Preconceito linguístico: o que é, como se faz (1999); Dramática da língua portuguesa: tradição gramatical, mídia & exclusão social (2000); Português ou brasileiro? Um convite à pesquisa (2001); Gramática, pra que te quero? Os conhecimentos linguísticos nos livros didáticos de português (2011); Festa no meu jardim (infantil) (2011); Gramática pedagógica do português brasileiro (2011), entre outras

Equipe do JUNIPAMPA na coletiva com Marcos Bagno
Foto de Clara Dornelles

Greice Kelly Jorge: O novo livro que o senhor irá lançar hoje à noite aqui na UNIPAMPA [Gramática Pedagógica do Português Brasileiro] servirá como "base" para os professores em formação. Em muitas Universidades, inclusive aqui, a formação dos professores está baseada nesta nova pedagogia de conscientização e reflexão sobre as variedades linguísticas. Portanto, os professores oriundos dessas universidades já “saem” preparados para esses desafios. Porém, o grande “problema” é a formação dos professores do Ensino Médio e de alguns docentes de nível superior, já formados, que ainda estão com os olhos fechados para essa nova pedagogia, não conseguem se desprender da Gramática Tradicional. O que os linguistas e sociolinguistas podem fazer para isso mudar, para que esses profissionais possam rever suas ideias e abandonar essa postura errônea e ultrapassada do ensino de língua portuguesa, baseada na gramática prescritiva? O que ainda pode ser feito?


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