[Junipampa] Editorial: saneamento básico um direito de todos

Caros leitores,


O acesso a serviços básicos que visam proporcionar qualidade de vida às populações dos bairros mais afastados do centro, nas cidades brasileiras, ainda é um objetivo a ser alcançado. Por ser um termo amplo, vale definirmos o que estamos compreendendo por qualidade de vida. A expressão usada por nós está ligada a um conjunto de medidas que tem como objetivo prevenir doenças e promover a saúde, por meio de serviços como: abastecimento de água, disposição de uma rede de esgoto, coleta de lixo e pavimentação das ruas. Além de outras atividades de saneamento como: controle de insetos, cuidados com os animais, saneamento de locais de trabalho e de lazer.

A falta de saneamento ocasiona diversos problemas à saúde da população, como, por exemplo, a falta de redes de esgoto e drenagem que ocasionam alagamentos e, por sua vez, a poluição se difunde pela mistura dessas águas residuais com as águas pluviais. Existem ainda outros problemas que são decorrentes da deficiência no processo de coleta, de tratamento e de destino do lixo, o que ocasiona a contaminação do lençol freático. Além disso, a falta de asfaltamento das ruas, que facilita a formação de poças, na estação chuvosa, dificultando a mobilidade; e ainda a poeira, na estação da seca, que provoca doenças respiratórias, principalmente em crianças.

Por que, então, que esses serviços essenciais à prevenção de doenças e promoção à saúde não chegam às populações dos bairros? Em grande parte, é devido à estrutura de gestão pública, que possui muitas falhas e prioriza aspectos não tão urgentes, como por exemplo, a revitalização de canteiros no centro da cidade e a colocação de pavimentação sobre os paralelepípedos em algumas ruas, ou seja, não é   dada a atenção e a prioridade necessárias aos problemas enfrentados pelos bairros mais afastados, chamados de periferias.

Em época de eleição, tudo parece que irá se resolver. Candidatos ao poder visitam os bairros, compartilham e apoiam as reclamações e as exigências realizadas pelos moradores. Porém, as atitudes se reduzem apenas a promessas. Em outras palavras, existe má vontade política, que não prioriza as políticas de estado e sim as de governos. E esse é um problema recorrente em nosso país: muda o governo e/ou o partido político, mudam-se as prioridades governamentais, e as zonas periféricas permanecem no esquecimento.

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Por Marilaine Castilhos e Nilda de Souza
Co-editoras chefe


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