Resenha de Orange Is the New Black

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Já faz mais ou menos dois meses que terminei de ler o livro "Orange Is the New Black" (Editora Intrínseca). Nestes dois meses, eu já li outros livros, escrevi outras resenhas, mas não me animava em escrever sobre OITNB.

Bom, acho que caí no erro de comparar o livro com a série homônima. E, claro, a série por ser outra obra, outra mídia tem suas próprias especificidades.

Mas, o fato é que o livro não me empolgou. A narrativa é enfadonha. E também achei que a Piper Kerman precisava mesmo era um quintal para capinar.

Como uma jovem recém-formada, com uma família maravilhosa e ótimos amigos, não sabe o que quer da vida e acaba se envolvendo com traficantes? Ah, o tédio dos que têm ótimas escolas, universidades, comida! Mas você pode chamar de questões existenciais.

Mas, falando sério. Talvez eu não esteja acostumada com leituras biográficas.

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"Orange Is the New Black" narra fatos reais, ocorridos com a autora, Piper Kerman. Por isso, a narrativa gira em torno de Piper (é claro!), uma jovem recém-formada que queria viver novas experiências e acaba se envolvendo com o submundo das drogas.

Depois de algumas aventuras criminosas pelo mundo (Paris, Bélgica, Indonésia), Piper larga a vida do crime. Mas anos depois sua velha vida resolve fazer um ajuste de contas.

Piper é intimada para responder por envolvimento com o tráfico internacional de drogas. A partir desse ponto, conhecemos a odisseia de Piper pelo sistema judiciário americano. Ela acaba condenada a quinze meses de detenção numa penitenciária feminina.

Se o livro não me empolgou por causa do trabalho com a linguagem e pela falta de empatia com a personagem principal, no entanto, ele acaba compensando por causa das histórias de todas as outras personagens.

Mulheres criminosas, em sua maioria negras, pobres e analfabetas. Mas que são muito mais que isso. São seres humanos com vidas partidas, sonhos desfeitos. Mulheres solidárias, onde só imaginamos violência. Mulheres solitárias, sem perspectivas de integração à sociedade.

A leitura do livro também vale por ficarmos conhecendo mais sobre o sistema carcerário americano. Um sistema superlotado. Um sistema que desumaniza, que é invisível ao mundo exterior (qualquer semelhança com o sistema brasileiro, não mera coincidência). 

Pessoas, assistam a série. É ótima!


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