[Resenha] Princesa adormecida


Eu ainda não havia lido nada da Paula Pimenta. Tudo que eu sabia do seu trabalho, dos seus livros era por meio de resenhas em blogs. Aí decidi comprar Princesa adormecida. Demorei a engrenar na leitura. Não que o estilo de Pimenta seja difícil. Ou que a narrativa não seja ágil. Nada disso. Era a previsibilidade da história que me incomodava. Mas, lá pelas tantas, comecei a me interessar. Acho que comecei simpatizar com a protagonista (meu lado adolescente romântica aflorou).

Princesa adormecida narra a história de Rosa/Áurea, filha de mãe brasileira e pai europeu, descendente de uma família real de um país bem pequeno, Liechtenstein. 

Desde que Rosa nasceu é ameaçada por uma mulher muita perturbada, uma stalker. Os pais, para protegê-la, decidiram enviá-la ao Brasil, para morar com os tios.

Assim, a jovem cresce muito protegida pelos tios, achando que seus pais estão mortos. Ela passa a estudar em um colégio interno, de meninas. Rosa se relaciona com poucas pessoas. Mas aí ela começa a sentir falta das festas, de se relacionar com outras pessoas.

No dia de seu aniversário de 16 anos, suas amigas preparam uma surpresa, levam-na escondida a uma festa. No dia seguinte à festa, Rosa recebe uma mensagem de texto de um estranho.

As mensagens se intensificam. Depois de um tempo, mesmo com receios, Rosa decide se encontrar com o rapaz das mensagens. Porém, no dia do encontro algo acontece e a vida de Rosa muda completamente.


Rosa descobre que não se chama Rosa e sim Áurea, que os pais estão vivos. Além disso, Áurea ainda fica sabendo que é descendente de uma família real europeia.

O destaque do livro vai para o fato de Pimenta usar muito bem os recursos disponíveis para deixar seu romance ainda mais atraente para os seus jovens leitores. A autora recorre a outros gêneros, como: notícia, chat, mensagens de texto. Inclusive imprime a interface desses gêneros. 

Claro, recorrer a outros gêneros na produção de um romance não é novidade. Mas, não deixa de ser uma ótima sacada mixar todos esses gêneros ao narrar um conto de fadas moderno. Pimenta usa o suporte o livro, mídia antiga, mas o aproxima das linguagens contemporâneas.


O livro é indicado para quem sonha com príncipes e princesas. Já eu? Adoraria ter conhecido mais Marie Malleville, a stalker. O que leva uma pessoa perseguir outra? E ainda mais por tanto tempo?

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