[Resenha] Apenas um dia

Se há algo que me deixa feliz é ler um livro e ficar com vontade que a história não termine, não importando o numero de páginas. E foi isso que ocorreu com Apenas um dia, de Gayle Forman, Editora Novo Conceito

Eu sei, eu sei que logo mais teremos a continuação - Apenas um ano - e que também virá mais uma adaptação para cinema, mas mesmo assim eu queria a continuação desse livro, especificamente.

Gente, como a escrita de Gayle Forman flui! Mesmo que a gente não se apaixone pela história, temos que admitir que ela escreve de uma forma que cativa o leitor.

Eu já conhecia o estilo de Gayle, pois já resenhei o Se eu ficar e Para onde ela foi (leia as resenhas). Por isso já sabia o quanto ela é competente com a linguagem.

Mas vamos à resenha de Apenas um dia, começando pela sinopse.




Editora: Novo Conceito
Autor(a): Gayle Forman
Gênero: Romance
Páginas: 384
ISBN: 9788581634500

Sinopse: A vida de Allyson Healey é exatamente igual a sua mala de viagem: organizada, planejada, sistematizada. Então, no último dia do seu curso de extensão na Europa, depois de três semanas de dedicação integral, ela conhece Willem. De espírito livre, o ator sem destino certo é tudo o que Allyson não é. Willem a convida para adiar seus próximos compromissos e ir com ele para Paris. E Allyson aceita. Essa decisão inesperada a impulsiona para um dia de riscos, de romance, de liberdade, de intimidade: 24 horas que irão transformar a sua vida. Apenas um Dia fala de amor, mágoa, viagem, identidade e sobre os acidentes provocados pelo destino, mostrando que, às vezes, para nos encontrarmos, precisamos nos perder primeiro... Muito do que procuramos está bem mais perto do que pensamos.

Como vocês podem ver, pela sinopse, o livro é centrado na vida de Allyson Healey. É pela voz dela que ficamos conhecendo todos os fatos. Ficamos sabendo como ela era uma boa aluna. Como ela tinha certeza qual faculdade iria cursar. Sua vida era previsível.

Allyson conta que sua vida era toda planejada, por ela mesma, mas, principalmente, pela mãe controladora.

Allyson, uma garota americana, que não se arriscava. Todos os anos viajava de férias para os mesmos lugares com a família. Mantinha uma amizade com Melanie, mesmo já não tendo nada em comum com ela.

Até que em uma viagem pela Europa, fazendo uma espécie de tour cultural, em que conhece o holandês Willlen e a vida de Allyson não poderá ser mais a mesma.

Depois de apenas um dia em Paris com Willen, em que há aventuras e romance, Allyson descobre que há outra Allyson capaz de se ariscar e viver aventuras.

O problema é que depois desse dia as coisas não saem exatamente como o desejado. Allyson tem um ano depressivo na faculdade. Só não foi pior porque teve um bom amigo, Dee, que a incentivou a voltar à Europa e reencontrar aquela Allyson de aventureira.

A história de Apenas um dia é basicamente esta que eu acabo de descrever.

Mas o que me fez ficar completamente apaixonada pelo livro foi a competência da autora em usar os recursos culturais europeus para deixar a história extremamente rica.


Explico: Willen é um ator amador de peças shakespeariana. A autora constrói tão bem a narrativa, entrelaçando com as referências às peças, que nos faz querer ler os textos de William Shakespeare. São tantas referências, que a gente percebe claramente que houve um trabalho primoroso de pesquisa para que tudo ficasse bem intertextializado (há essa palavra?)polifônico.

Além das referências às peças shakespearianas, a gente consegue fazer um tour pela Europa, quase que real, com tudo muito bem trabalhado dentro da narrativa.

Esse é um livro que recomendo: 
Para quem vai para a Europa e/ou para quem sonha em viajar: há várias citações a lugares turísticos e a outros não tão conhecidos e que vale muito conhecer, como, por exemplo, a Paris dos muçulmanos.

Para quem gosta do amor entre os personagens principais: tem a história romântica entre Allyson e Willen. O enfoco no romance dos protogonistas nem sempre agrada a todos. Eu mesma prefiro outros aspectos que o livro possa oferecer, seja político, social, etc. Em Apenas um dia o cenário cultural me conquistou.

Para quem gosta de William Shakespeare (meu caso): São tantas referências, que não tem como a gente não gostar.


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