[Resenha] Os Imortais de Meluha | nVersos Editora


Trilogia Shiva: Os imortais de Meluha
Autor: Amish Tripathi
Editora: nVersos
A terra de Meluha, criada por um dos maiores monarcas, Lorde Rama, é um império cercado de perigos e ameaças, como a extinção do rio Saraswati reverenciado pelo povo, e que agora está lentamente secando. Eles também enfrentam ataques terroristas devastadores vindos do leste, a terra dos Chandravanshis. Para complicar ainda mais as coisas, estes parecem ter se aliado aos Nagas, uma linhagem de verdadeiros guerreiros que vivem à parte da sociedade em razão de suas deformidades físicas. A única esperança para os Suryavanshis é uma antiga lenda: Quando o mal atinge proporções épicas, quando tudo parece perdido, quando parece que os teus inimigos triunfaram, um herói vai emergir. Shiva é um rústico imigrante tibetano ou realmente esse herói? E afinal, ele quer ser esse herói? Desenhado de repente ao seu destino, por dever, bem como pelo amor, vai Shiva levar a vingança Suryavanshi e destruir o mal? Este é o primeiro volume da trilogia sobre Shiva, o homem simples cujo carma o transformou em o Deus dos Deuses

Acho que uma das frases mais proferida para definir o que é leitura é: “Ler é viajar sem sair do lugar”. É um clichê, mas que não deixa de ser verdade. E esta expressão é muito apropriada para definir minha leitura d'Os Imortais de Meluha, primeiro volume da trilogia SHIVA, lançamento da Editora nVersos.

A Trilogia traz a história de Shiva, um homem que viveu cerca de 4.000 anos atrás, cujas aventuras eram tão grandiosas que as pessoas começaram a pensar nele como um Deus.

A história é narrada em terceira pessoa, o que foi uma ótima escolha do autor, pois temos uma dimensão maior dos fatos. Nas primeiras cenas vemos Shiva e sua tribo lutando contra uma tribo inimiga, nas regiões montanhosas do Tibete. A vida deles tem sido de guerras constantes, seja por território, seja por água.

Vejam que eu falei a palavra cena. É isso mesmo. O autor escolheu apresentar-nos a história por meio de cenas que dividem os capítulos, que imprime um ótimo ritmo à leitura.

Shiva recebe um convite para imigrar para um Império prospero e que vive sob leis justas, Meluha, a terra da vida plena. Depois de mais um ataque inimigo, ele resolve aceitar o convite. Seria uma oportunidade para seu povo viver em paz, com mais conforto, com trabalho e comida.

Depois de uma longa viagem, eles chagam a fronteira do Império. Lá eles passam por um período de quarentena, onde são medicados com um composto chamado somras.

E foi com essa incrível medicação que Shiva sarou suas antigas cicatrizes e também, sem entender o motivo, ficou com a garganta azul. Depois disso, a vida de Shiva mudou completamente. Todos passaram a chamá-lo de lorde e a reverenciá-lo.

Shiva viaja para a capital do império, onde o imperador lhe revela uma antiga profecia. Para os meluhanos, Shiva é um tipo de guerreiro messias, um neelkanth, que viria para destruir o mal.

Shiva, no inicio, não acredita em nada daquilo, mas se sente na obrigação de lutar pelo povo o recebeu tão bem. Depois de viajar por todo o império, ele percebe que a sociedade meluhana é quase perfeita. Tem boas leis, o povo é honesto, que vive em paz.

São poucas coisas que Shiva acha exageradas e, até mesmo, injustas nas leis de Meluha, como, por exemplo, a lei do carma. Para os meluhanos, se um bebê nasce morto a mãe se torna impura e não pode nem ao menos ser tocada.

O grande problema dessa lei é que Shiva se apaixona por uma  vikarma. Uma mulher forte, guerreira, mas que deu a luz um criança morte, por isso tem um carma negativo

Outra grande questão que Shiva terá que resolver é descobrir quem é realmente é mal. Pois os meluhanos acham que o mal é o Império vizinho, os chandravanshis. Para os meluhanos, os chandravanshis são a expressão do mal, desonestos, imperfeitos e, que por isso, precisam ser restaurados.

Segundo as informações dos meluhanos, os chandravanshis contrataram terroristas, os Nagas, para promover ataques terroristas nos territórios dos meluhanos.

Acreditando nessas informações e em ataques que presenciou, Shiva e o exercito meluhano declaram guerra aos chandravanshis.  Depois de uma grande batalha, com milhares de mortos, Shiva começa a perceber que pode ter cometido um grande erro.

Bom, agora tenho que esperar o próximo volume para saber o que Shiva vai fazer em relação à suas dúvidas. Será que ele vai saber onde está o mal? Ele irá se tornar um deus?
Quando a nVersos anunciou o lançamento desse livro eu fiquei com muito vontade de ler. Pois estou num momento de querer sair da minha zona conforto, explorando leituras que antes eu não me imaginava lendo.

E graças a essa minha vontade eu pude ler uma história maravilhosa, que mistura fatos históricos com mitologia. E como eu disse no início, ao ler esse livro eu viajei para longe. Eu viajei para a Índia.

Eu conheci deuses de outra mitologia distintos dos quais nós conhecemos das mitologias grega, romana e nórdica. Também me aproximei da cultura, da geografia, da história. Além disso, aponto os avançados científicos dos indianos.

Minha única crítica em relação à história é que eu acho que deveria der mais informações sobre os Nagas. Eles aparecem em algumas cenas, mas não há um aprofundamento para explicar quais as razões dos ataques terroristas.  Há pontas soltas que eu espero que seja resolvidas nos próximos volumes.

Eu indico esse livro para aqueles que gosta de grandes batalhas, com lutas bem detalhadas. É um livro também para quem gosta de  de mitologias. É uma litura muito agradável, com ótimas descrições.

(Livro cedido pela nVersos)

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