Resenha | Supernova: o encantador de flechas


Ficha Técnica:
Título: Supernova: o encantador de flechas
Autor: Renan Carvalho
Editora: Novo Conceito
Páginas: 438
(Livro cedido pela Editora)
Sinopse: 
Imersa em uma ditadura implacável, a isolada cidade de Acigam sofre com a ameaça da guerra civil. De um lado, a Guilda, um grupo que utiliza os ensinamentos da Ciência das Energias para exigir direitos para a população. Do outro, um governo tirano, resguardado por soldados especialistas em aniquilar magos, nome vulgar dado aos praticantes da tal ciência. No meio desse conflito vive Leran, que, após ser tragado para a rebelião, tenta aprender mais sobre sua misteriosa habilidade de encantar objetos com a energia dos elementos.

Eu comecei a ler esse livro e só pensava em terminar logo para poder emprestar para meu sobrinho, que é adolescente. A trama, as armas, os poderes dos magos, as batalhas e a escolha estrutural da narrativa de Supernova: o encantador de flechas tem tudo a ver com o gosto literário dele. 

Em Supernova: o encantador de flechas, conhecemos Leran, um jovem que perdeu o pai aos oito anos. Ele vive com a mãe e a irmã, Luana, numa cidade chama Acigan. Leram está no último ano escolar, o que o deixa muito feliz, pois ele não suporta mais frequentar aulas chatas. A única que o agrada é a de arco e flecha.

Leran gosta mesmo é das aulas de encanto com seu avô, um dos magos mais antigos de Acigan. Mas tem um grande problema, praticar “magia” em Acigan é terminantemente proibido.

Os magos, que fazem parte da chamada Guilda, na verdade são pessoas que controlam as energias primárias – fogo, água, ar, luz, trevas. Também há pessoas que controlam as energias secundárias, que é a combinação das energias primarias (mais ou menos isso).

O fato é que essas pessoas são caçadas e aniquiladas. Essa ditadura iniciou quando o rei Evandro Cadorcia subiu ao poder. O governo fechou as fronteiras. Um muro foi construído ao redor da cidade, ninguém entra e ninguém sai. A cidade vive imersa em atraso e pobreza. 

Na época do fechamento das fronteiras, a classe comerciária foi uma das mais prejudica, pois eles não puderam mais viajar a negócios. Acontece que é nessa classe que tem mais pessoas que dominam as energias. Os comerciantes tentaram se rebelar, mas logo foram sufocados. Nessa época, o líder rebelde era o pai de Leran, que foi assassinado.

Agora, novamente o governo tem intensificado a caçada aos magos. Eles têm que viver cada vez nas sombras, escondidos em abrigos.

Leran não sabia que seu pai foi um rebelde, nem também que ele dominava energias. Agora Leran sabe o quê ocorreu com seu pai. E sabe também de todas as atrocidades que o governo vem praticando contra o povo de Acigan.

Além disso, ele presenciou um ataque dos silenciadores, um tipo de esquadrão do governo, especializado em matar magos.

Leran não tem mais como fugir do seu destino. Se juntar aos rebeldes não é só uma questão de vingança pela morte de seu pai, é uma questão de justiça. Além disso, a família de Leran é agora fugitiva.

Leran passa por treinamentos intensos no acampamento rebelde. Enfrenta os soldados de elite; os silenciadores; é traído duas vezes; descobre que sua grande missão é defender a Estrela.

Supernova: o encantador de flechas é uma aventura fantástica, com fortes aspectos distópica.

O mundo criado por Renan Carvalho tem características do planeta terra, mas ao mesmo tempo se afasta, pois há pessoas que controlam as energias.

O livro é narrado, na maior, por Leran. Mas há também a voz de Judra. Destaque especial para esta personagem, que faz parte dos silenciadores. Judra é uma personagem que eu amei odiar. Em alguns momento eu torci para que ela se ferrasse. Já em outros eu queria sua redenção. Judra é uma ótima guerreira, forte e determinada.  

Por fim, eu acho que se Supernova: o encantador de flechas I tivesse sido narrado em terceira pessoa o leitor teria uma visão mais ampla do mundo criado e dos personagens. Às vezes eu tinha a impressão que Leran tinha que parar a luta para relatar o que estava acontecendo. No mais, acho que todos deveriam ler esse livro. Já estou ansiosa pela parte II. Sim, tem continuação.

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