Resenha || O Nome do vento | Patrick Rothfuss


O Nome do Vento: A Crônica do Matador Rei: Primeiro Dia

Patrick Rothfuss

Título Original: The Name of the Wind
Editora: Arqueiro
Número de Páginas: 651
Ano: 2009
Avaliação: ★★★★★
*Livro cedido em parceria com a Arqueiro
Sinopse: Ninguém sabe ao certo quem é o herói ou o vilão desse fascinante universo criado por Patrick Rothfuss. Na realidade, essas duas figuras se concentram em Kote, um homem enigmático que se esconde sob a identidade de proprietário da hospedaria Marco do Percurso. Da infância numa trupe de artistas itinerantes, passando pelos anos vividos numa cidade hostil e pelo esforço para ingressar na escola de magia, O Nome do Vento acompanha a trajetória de Kote e as duas forças que movem sua vida: o desejo de aprender o mistério por trás da arte de nomear as coisas e a necessidade de reunir informações sobre o Chandriano? Os lendários demônios que assassinaram sua família no passado. Quando esses seres do mal reaparecem na cidade, um cronista suspeita de que o misterioso Kote seja o personagem principal de diversas histórias que rondam a região e decide aproximar-se dele para descobrir a verdade. Pouco a pouco, a história de Kote vai sendo revelada, assim como sua multifacetada personalidade? Notório mago, esmerado ladrão, amante viril, herói salvador, músico magistral, assassino infame.
O nome do vento é um daqueles livros que me deixa pensando: um dia eu vou escrever algo assim em sonho

O nome do vento é uma fantasia épica, primeiro livro da trilogia A crônica do Matado do Rei, ambientado em um mundo parecido com o nosso, chamado Os quatros cantos da civilização, que traz a história de Kvothe, também conhecido por Kote e outras tantas denominações. Um personagem enigmático, com grandes façanhas, uma lenda. Acredito que podemos dizer que Kote é um mito vivo.
A narrativa inicia com Kvothe exercendo o papel de hospedeiro, em uma pequena cidade. A principio, a história pode parecer um pouco lenta, mas isso é necessário para preparar o leitor para o que vem a seguir. Então surge a primeira pergunta: por que um homem de grandes façanhas está vivendo atrás de um balcão, limpando mesas de bar? Ao longo da narrativa, o leitor vai intuindo o quê levou Kote até ali.

Kote nasceu um Edena Rude, ou seja, em uma família pertencente a uma trupe de artistas mambembe (bom, eu acho que eles têm muitas características da cultura cigana, além, é claro, da circense). Kote sempre foi uma criança excepcional, muitíssimo inteligente e ainda teve um ótimo professor que o incentivou a ir a Universidade, se tornar um Membro da Arcanum.

A grande tragédia é que Kote perdeu a família quando ainda era muito jovem, com dez anos. Toda trupe foi massacrada por um grupo lendário, chamado Chandriano. Esse Chandriano é um tipo de ser maligno, com seguidores. Muitos acreditam que ele é um demônio.

Depois do massacre, Kote viveu, por meses, sozinho na floresta. Depois viveu uma vida de cão na cidade, mendigando, praticando pequenos furtos. Mas algo dentro de Kote o despertou para lutar por outra vida: descobrir quem é o Chandriano e vingar a família massacrada.

Assim, Kote parte para a Universidade. É nesse ambiente de estudos que a vida de Kote começa a se tornar uma lenda. Ele ganha amigos e inimigos. Quase vive um romance. Tem a oportunidade de desmontar o quanto é brilhante. Mas no fundo, Kote só queria uma coisa: ter acesso à biblioteca, pois ele crer que encontrará as respostas que tanto procura sobre o Chandriano.

Nessa universidade não se ensina somente matemática e geográfica, etcetera e tal. Lá se ensina também simpatia/magia/formas de manipular elementos e outras coisas. Kote é tão inteligente que já chaga na universidade já sabendo simpatias simples, que outros alunos levam meses para aprender. Dentre todas as magias, chamar o nome do vento é uma das mais importante. Daí o título do livro.

O nome do vento é uma bela história, com um enredo excepcional. Uma trama tão bem construída, passando pela infância de Kote, junto aos pais; seguida pelos anos sozinho, em uma cidade grande, tendo de mendigar para sobreviver; logo após o ponto de excitante robustez de ações, na Universidade. Não encontro um adjetivo capaz de expressar a engenhosidade desse livro.

Bom, mas eu não estou falando de grandes novidades sobre mitos e lendas. Estou dizendo que Patrick Rothfuss soube se servir do existente, como a mitologia cristã, por exemplo, e seres do universo fantástico e produzir sua própria narrativa.  

Patrick Rothfuss optou por apresentar a história de vida de Kote alternando entre a primeira e terceira pessoal, sendo que na primeira pessoa é como se fosse a biografia/autobiografia (ou crônica se preferir). Isso porque Kote relata suas façanhas para um cronista - uma pessoa que ganha dinheiro escrevendo. Essa opção formal proporciona uma proximidade muito grande com o personagem.

O nome do vento é um livro para todos os amantes do gênero fantástico. Bom, agora vou iniciar logo a leitura do segundo livro, O Temor do Sábio, e pedir a Tehlu que Rothfuss termine logo o terceiro livro. Ah, Tehlu, não esqueça que os fãs querem a série de tv. Por favor, nada de filme.

E para quem ainda não sabe, você pode levar esse livro para casa. Tem um sorteio rolando no blog de O nome do vento,  Temor do Sábio e do spin-off A música do silêncio. Até o dia 30/07/15.

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