Resenha || Primeiro e Único | Emily Giffin | Novo Conceito


Primeiro e único

Emily Giffin

Gênero: Romance
Editora: Novo Conceito
Número de Páginas: 448
Ano: 2015
Avaliação: ★★★ ★
* Livro cedido em parceria com a editora.
Sinopse: Shea tem 33 anos e passou toda a sua vida em uma cidadezinha universitária que vive em função do futebol americano. Criada junto com sua melhor amigas, Lucy, filha do lendário treinador Clive Carr, Shea nunca teve coragem de deixar sua terra natal. Acabou cursando a universidade, onde conseguiu um emprego no departamento atlético e passa todos os dias junto do treinador e já está no mesmo cargo há mais de dez anos. Quando finalmente abre mão da segurança e decide trilhar um caminho desconhecido, Shea descobre novas verdades sobre pessoas e fatos e essa situação a obriga a confrontar seus desejos mais profundos, seus medos e segredos. A aclamada autora de Questões do Coração e Presentes da Vida criou uma história extraordinária sobre amor e lealdade e sobre uma heroína não convencional que luta para conciliá-los.
Shea Rigsby é uma mulher de 33 anos, que tem uma rotina entediante, mas que para ela não faz diferença, já que tudo está tranquilo. Ela é jornalista, apaixonada por futebol americano e tem um namorado que não é aceito pelas pessoas que a amam, já que ele não almeja grandes sonhos.

O livro inicia com o velório da mãe de sua melhor amiga, Lucy.  A Sra. Carr era muito querida pelo seu marido, pela sua filha e pelos jogadores, treinados pelo marido. Sim! 


Pois é, o pai de Lucy é treinador de futebol americano, por quem  Shea era apaixonada, pois ela convivia o tempo todo com o pai daa amiga e isso os tornava próximos.

É nessa parte que Shea começa a refletir sobre sua vida, suas escolhas, o que ela gostaria, mas que até então não conseguiu. Ela tenta apoiar Lucy e segurar as pontas da amiga, diante dessa perda dolorosa. Mas as coisas fogem do controle quando o treinador, o Sr.Carr e Rigsby se aproximam. Admiração ultrapassa os limites e a mulher percebe que esse sentimento vai além do que eles imaginam.

Diante dessa aproximação entre os dois, o Sr. Carr leva Lucy a refletir sobre suas escolhas e a questiona sobre o que ela realmente quer. Ele consegue uma nova entrevista de emprego para a garota, o que a deixa muito feliz, mas cada vez mais confusa.

Lucy, percebe a forma como sua amiga anda estranha. No entanto, não passa pela cabeça de Shea, revelar o seu segredo, pois nem ela sabe ao certo se o sentimento é real. Para não deixar nenhuma pista, Shea estava solteira (naquele momento) e começa a namorar com um astro do futebol, e assim dissipa qualquer rastro acerca do acontecido.

A mulher agora tem tudo que sempre sonhou: um emprego, um belo namorado, amigos que se preocupam com ela, só que nem isso é capaz de explicar o vazio que ela sente, para ela algo falta. Em meio a esse “mar de confusões”, Shea tem a difícil decisão de seguir ou mudar a sua vida para sempre. Para qual caminho o seu coração a levará?

Sem revelar demais spoillers, a Emily Giffin consegue mais uma vez me surpreender com um livro agregado de sentimentos e confusões. Isto porque a protagonista tinha construído uma vida, mas que de fato não era a vida que ela tanto sonhara. Logo após o velório, ela consegue se reaproximar de sua amiga e do treinador, mas isso acaba forçando ela tomar decisões inexplicáveis.

As personagens são muito bem construídas psicologicamente, principalmente porque até mesmo nós, leitores, ficamos confusos com determinadas escolhas, e conseguimos sentir as mesmas sensações que Shea, Lucy, o Sr. Carr. Algo positivo é que mesmo sendo um enredo incomum, presente nas narrativas de Giffin, é um romance realista, pois as suas personagens, são baseadas em pessoas do cotidiano.

A obra nos prende na medida do possível com uma escrita espetacular, e isso me motivou a realizar outras leituras da Emily. Recomendo o livro para os que gostam de romances realistas, os apaixonados por futebol americano, e fãs da Emily Giffin.

"- [...] A vida é engraçada.- A vida é trágica.- Pode ser que seja... Mas não podemos parar de viver."

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