Resenha || Mentiras que confortam | Randy Susan Meyers | Novo Conceito


Mentiras que Confortam

Randy Susan Meyers

Gênero: Drama
Editora: Novo Conceito
Número de Páginas: 368
Ano: 2015
Avaliação: ★★★ ★
* Livro cedido em parceria com a editora.
Sinopse: Cinco anos atrás... Tia apaixonou-se obsessivamente por um homem por quem nunca deveria ter se apaixonado. Quando engravidou, Nathan desapareceu, e ela entregou seu bebê para a adoção. Caroline adotou um bebê para agradar o marido. Agora ela questiona se está preparada para o papel de esposa e mãe. Juliette considerava sua vida perfeita: tinha um casamento sólido, dois lindos filhos e um negócio próspero. E então ela descobre o caso de Nathan. Ele prometeu que nunca a trairia novamente, e ela confiou nele. Hoje... Tia ainda não superou o fim do seu caso com Nathan. Todos os anos ela recebe fotos de sua garotinha, e desta vez, em um impulso, decide enviar algumas delas para a casa do ex-amante. É Juliette quem abre o envelope. Ela nunca soube da existência da criança, e agora precisa desesperadamente descobrir quantas outras mentiras sustentaram o seu casamento até hoje.
“Pensou que, se não falasse nada, silenciaria a dor do coração.”
Tia está a quase um ano se relacionando com Nathan, um homem casado que não dá esperança de largar a família para ficar com ela. As coisas entre os dois sempre foram sugestivas, quase não havia brigas e nem desentendimentos por conta desse “detalhe”. Tudo mudou quando a jovem de 24 anos descobre que está grávida, uma esperança renasce, no intuito de contar para Nathan, e enfim tê-lo.

Nada acontece como Tia esperava. Nathan fica desesperado e nada confortável por saber que ela carrega uma criança não desejada. Para cuidar disso, ele pede que ela tire a criança antes que seja tarde, já que a relação dos dois era muito boa, isso estragaria. Ela sabia que não poderia fazer isso, e resolveu colocar um ponto final, pois viu que esse relacionamento só trouxe falsas esperanças.

Juliette é uma excelente mãe e esposa, casada há anos com Nathan, ela nunca suspeitou que o seu marido tinha um caso, até mesmo porque ele sempre fora maravilhoso em vários aspectos. Uma mulher determinada e independente, que tem sua vida e família desestruturada, quando Nathan revela que teve um caso, mas que em nada somou na sua vida, ele jurou que nunca mais faria aquilo de novo. Para não perder tudo que conquistou, Juliette perdoa Nathan e tenta encontrar forças para confiar novamente.

Caroline é casada e não consegue ter filhos, tudo que o seu marido mais deseja é ser pai, ela está satisfeita com a sua vida não compreende essa cobrança do marido. Com uma vida perfeita, mas impossibilitados de terem filhos biológicos, eles resolvem adotar uma criança, Savannah foi o nome dado.

Cinco anos se passaram...
"Uma Ação, uma Reação e uma Decisão Podem Mudar Tudo."
Tia se arrepende amargamente de ter colocado a filha para a adoção, ela se conforma em receber uma vez por ano, uma foto da pequena Savannah, no seu aniversário. O extinto materno fala mais alto! Ela reúne todas as fotos e envia para o antigo endereço de Nathan, na intenção de que ele conhecesse a filha e lamentasse por não participar também do crescimento da menina.

Juliette e Nathan conseguiram reconstruir a vida e estabelecer a confiança. Eles se mudaram e vivem em uma casa boa. Com os negócios indo bem na empresa de cosméticos, Juliette só agradece aos céus! Nem tudo é como se espera, o pesadelo volta novamente, ela tem de encarar de frente as mentiras contadas pelo seu marido.

Mentiras que confortam tem quatros diferentes visões: Nathan, Tia, Juliette e Caroline, cada capitulo é narrado no ponto de vista de um. O destino das três mulheres é selado e mais uma vez se reencontram por causa da pequena Savannah, que em nada é culpada. Tia está com a sua vida mais uma vez bagunçada, isto porque Nathan, acreditava que ela havia feito o aborto. Juliette sente-se mais uma vez enganada, e ela crê que a pequena Savannah tem o direito de conhecer o pai, irmãos e avós. Caroline por outro lado, tenta ser uma mãe melhor, já que é cobrada diariamente por seu marido.
“É melhor ouvir uma verdade dolorosa do que uma mentira reconfortante. No final, a verdade vai acabar vindo à tona e vai machucar muito mais do que se tivesse sido contada antes.”
O enredo é cercado por mentiras entre as personagens, o que me fez ficar com raiva é que as mentiras geravam mais e mais problemas, que não confortavam, destruíram ainda mais a vida dessas mulheres. Eles conseguem se acertar cada vez menos, e isso me impulsionou a querer descobrir o final do livro.

O início do livro é bem descritivo, nos situa do que está acontecendo e o que se passa na cabeça de cada um, até então não há interação e nem encontro entre eles. Quando as histórias se cruzam, percebemos que as mães queriam sempre o melhor, e buscavam o melhor para a pequena Savannah. O que também envolvia muitas mágoas e assuntos não resolvidos, deixando o clima ainda mais tenso. Foi natural ficar irritada com tantas mentiras, e pensar qual seria a melhor vida para Savannah.

A linguagem usada por Randy é fluída e nos motiva a querer entender o porque de tantas mentiras e buscar sempre o melhor. Não acreditava que mentira nenhuma confortasse, até conhecer a narrativa e entender os motivos que levaram as personagens a mentir tanto, seja para si proteger ou não perder quem amava.

Por ser uma obra delicada, com um assunto um tanto complexo, é difícil se posicionar a favor de alguém. O final chega a surpreender e satisfazer, tanto que passei dias me colocando no lugar da pequena Savannah. Recomendo a leitura, para você que gosta de livros com conflitos familiares e saem um pouco da fantasia á qual estamos acostumados a ler.
“ – Não acho que você perde uma pessoa por amá-la da maneira certa. – Ela pressionou as mãos em suas costas. – Somos uma família. Nos tornamos uma família no dia em que seguramos Savannah em nossos braços. Esse milagre nunca vai acabar. Talvez agora tenhamos mais um pouco de mágica para agradecer. Finalmente, está tudo esclarecido, e podemos ser uma família sem precisarmos nos apoiar na força das mentiras. ”

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