Resenha || A Primeira Chance | Abbi Glines | Arqueiro

A Primeira Chance

A Primeira Chance

Abbi Glines

Título Original:  Take a Chance
Editora: Arqueiro
Número de Páginas: 222
Ano: 2015
Avaliação: ★★★
* Livro cedido em parceria com a editora. 
Sinopse: Quando o pai roqueiro de Harlow Manning sai em turnê, ele a envia para Rosemary Beach, na Flórida, para viver com sua meia-irmã Nan. O problema: Nan a odeia. Harlow tem que manter a cabeça para baixo, se ela quer passar os próximos nove meses em paz. Isso parecia ser fácil... Até que o lindo Grant Carter sai do quarto de Nan. Grant cometeu um grande erro em se envolver com uma garota com veneno nas veias. Ele sabia sobre a reputação de Nan, mas ainda sim não conseguiu resistir a ela. Nada faz ele se arrepender da aventura mais do que seu encontro com Harlow, que o deixa com o pulso acelerado. No entanto, Harlow não quer ter nada a ver com um cara que poderia se apaixonar por sua meia-irmã malvada. Mesmo não existindo amarras entre Grant e Nan. Grant está desesperado para se redimir aos olhos de Harlow, mas ele arruinou suas chances com ela antes mesmo de conhecê-la...

"(...) _Diga que não se sente atraída por mim. Diga que não deseja me tocar ou se aproximar mais.  - Se ela recusasse, eu me afastaria. Seria difícil, mas eu me afastaria. Daria a ela o espaço de que precisava. Eu só queria ouvi-la dizer que não me desejava, porque eu a desejava demais."


Harlow Manning é uma jovem de 20 anos, bonita e doce, que nunca briga ou eleva a voz; suas única diversão são seus livros, os quais lê com voracidade no conforto do seu quarto. Uma garota aparentemente comum, mas que carrega consigo um terrível segredo; além de ser filha de um astro do rock instável que não poderia ser mais diferente dela, mas que a ama com todas as forças e faz tudo para que tenha uma vida confortável. E sua vida poderia continuar assim, tranquila, se não fosse sua meia-irmã recém descoberta, Nan, que faz de tudo para humilhar a menina por não conseguir a mesma atenção do pai. 

Para piorar sua situação, seu pai sai em turnê com sua banda, deixando-a sozinha com a invejosa e cruel Nan em Rosemary Beach, um lugar paradisíaco e caro, onde apenas os mais ricos moram ou passam as férias; em uma mansão que seu pai comprou para Nan com a condição de que ela teria que abrigar Harlow até seu retorno. 

É nesse cenário que ela conhece Grant, ex-namorado de Nan, por quem logo se sente atraída, apesar de saber que nada de bom viria dali. Afinal, ele já tinha ficado com sua instável meia-irmã! Quem, em sã consciência, faria isso? Além disso, como poderia criar sentimentos por alguém novamente? Depois de tantas decepções amorosas em seu passado...

Mas Harlow não consegue controlar o que sente e se entrega para Grant. Sua primeira vez foi mágica, mas ele sumiu logo depois, deixando-a sozinha e sem dar sinal de vida. Três meses se passaram. Vê-lo seminu em sua cozinha, depois de ele ter passado a noite com Nan no quarto ao lado do seu, só a deixou ainda mais confusa e despedaçada.

Grant Carter é um solteirão que ainda não conheceu o amor. Por muio tempo nutriu um sentimento nada saudável por Nan, mas aquilo estava longe de ser amor. Na verdade ele só queria ser necessário para alguém, e Nan sempre precisava dele quando brigava com a família, ou quando queria apenas sexo e diversão.

Depois de conhecer Harlow ele sabia que nunca mais seria o mesmo. Alguma coisa se transformou dentro dele após a noite em que ficaram juntos. A noite em que ela se entregou para ele e Grant estragou tudo.

Com a morte de um de seus melhores amigos, as coisas só pioraram. Grant estava confuso e desamparado; conseguindo alivio momentâneo na bebida e, mais uma vez, na cama de Nan. 
"Devia ter sido homem, percebido que não merecia e ido embora. Mas você me deixou fraco. É uma das coisas em você que me assusta. Ninguém nunca me deixou tão vulnerável assim."
Grant se arrepende amargamente de tudo o que fez e do quanto magoou Harlow. Mas apesar de sua inexperiência, Harlow tinha sua doze de teimosia e não aliviaria as coisas para ele depois de toda a tristeza que ele lhe causou. Ele faria de tudo para tê-la de volta. Ela, por sua vez, faria de tudo para se manter longe. Mas a atração entre ambos não permitiria tanta distância. 


A saga Rosemary Beach já possui vários volumes, entre eles trilogias e duologias, como é o caso desse volume. A praia de Rosemary é um local fictício criado pela autora para abrigar seus personagens. Apesar de não ser "obrigatório" ter lido tudo desde o começo, é indicado para maior compreensão dos fatos narrados e dos personagens que aparecem durante a trama.

Grant Carter já é um velho conhecido dos leitores de Abbi Glines por ter um papel pequeno, mas importante, na trilogia principal, Sem Limites, que conta a história de Blaire e Rush, sendo ele melhor amigo desse último.

Depois de ter lido seis livros da saga, mal podia esperar para, enfim, ter o Grant como protagonista. Minha surpresa não poderia ter sido maior quando me deparei com um personagem raso e sem aquela personalidade que tanto me cativou nos volumes anteriores.

A Primeira Chance, apesar de uma leitura rápida e divertida, não teve nada diferente do que estamos acostumados, e isso foi frustrante. Não esperava um drama com um super conteúdo, pois sabia que não iria encontrar, mas esperei, sim, uma construção mais convincente do enredo e, principalmente, dos personagens.

Harlow não teve nada de ser diferente das outras mocinhas de Abbi Glines, além do fato de gostar de ler. Mas não foi especificamente isso o que me incomodou, e sim sua falta de real maturidade; além de algumas atitudes dela que, para mim, foram totalmente desnecessárias na narrativa.

O livro é intercalado pelo ponto de vista de ambos os personagens, o que é sempre bem-vindo por dar mais "dinamicidade" à leitura. Os capítulos do Grant eram meus favoritos, mas apenas pelo fato de não sentir nenhuma empatia pela Harlow.

O final foi característico da autora: corrido e sem muita explicação, nos deixando ansiosos para o volume seguinte. Volume esse que irei ler, mas sem maiores expectativas.

A escrita da autora melhorou bastante do primeiro livro até aqui. E as cenas de sexo foram melhor descritas, mas continuam escrachadas, o que pode ser um problema para quem não curte esse tipo de descrição. Continua, também, repleta de palavrão; mas tudo isso já é marca registrada no gênero. É difícil para mim, como fã da Abbi, confessar não ter amado um de seus livros. Mas A Primeira Chance, infelizmente, não me convenceu. 

Eu gostei bastante da diagramação simples que a editora escolheu e da capa, por representar bem os personagens. Não encontrei erros de revisão e a tradução está muito boa.

Se você gosta do gênero ou já conhece a autora, indico a leitura. Pode não ter funcionado tanto para mim, mas com certeza irá agradar outros leitores. 

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