Resenha || Prince Of Thorns - Trilogia Dos Espinhos | Mark Lawrence | DarkSide Books


Prince Of Thorns - Trilogia Dos Espinhos

Mark Lawrence

Tradução: Antônio Tibau
Gênero: Fantasia
Editora: DarkSide Book
Número de Páginas: 355
Ano: 2014
Avaliação: ★★★ ★★
* Livro cedido em parceria com o autor
Sinopse: Ainda criança, o príncipe Honório Jorg Ancrath testemunhou o brutal assassinato da Rainha mãe e de o seu irmão caçula, William. Jorg não conseguiu defender sua família, nem tampouco fugir do horror. Jogado à sorte num arbusto de roseira-brava, ele permaneceu imobilizado pelos espinhos que rasgavam profundamente sua pele, e sua alma. O príncipe dos espinhos se vê, então, obrigado a amadurecer para saciar o seu desejo de vingança e poder. Vagando pelas estradas do Império Destruído, Jorg Ancrath lidera uma irmandade de assassinos, e sua única intenção é vencer o jogo. O jogo que os espinhos lhe ensinaram.


Olá, pessoal! Olha eu aqui de novo, o João Victor. A resenha desta vez é do livro Prince of Thornes.

Prince of Thornes é o primeiro livro da trilogia dos espinhos, publicado pela Editora Darkside Books. Para mim, já é uma da maiores obras da atualidade (posso estar exagerando), pelas questões que o livro traz. É preciso muitas reflexões, em relação às atitudes do personagem principal. Mark Lawrence conquista o leitor com a fluidez da linguagem.

Prince of Thornes conta a historia do príncipe Honório Jorg Ancrath, que, aos 9 anos, viu a mãe e o irmão serem assassinados, pelo Conde Renar a sangue frio, na sua frente, enquanto as roseiras-bravas (um tipo de espinhos) prendiam seu corpo, perfurando-o.

Após passar um tempo se recuperando, Jorg quer vingança a qualquer custo. Então, Jorg desobedece a seu tutor, Lundist, e foge do Castelo Ancreth, reunindo vários assassinos, formando um tipo de irmandade,  e vai atrás da sua vingança. 

Já vou logo avisando que Jorg é um anti-herói, ficando muito próximo da classificação de vilão, pois ele é extremamente cruel, capaz de matar até mesmo seus próprios parceiros. Chega ter um certo humor, negro, é claro, pois ele pensa em  matar qualquer pessoa que conheça. Mas como gostar de um personagem sombrio, cheio de nuances, como Jorg? Que quer ser rei antes dos quinze anos?
"Vou lhes dizer: o silêncio quase me derruba. É o silêncio me apavora. A página em branco na qual posso escrever meus medos." [p. 43]

Jorg, na verdade, é muito carismático, um líder nato. E sabe se dá muito bem em situações de grande risco, além de ser muito inteligente e um exímio lutador. Também é muito instruído. Com pouca idade, já pode ser considerado um tipo de intelectual que ler os grandes filósofos e prima pelo latim culto. Mesmo sendo só um garoto, todos de sua irmandade o obedecem e o respeitam.

A narrativa de Prince Of Thorns inicia quatro anos após a morte cruel da mãe e irmão de Jorg. E é narrada pelo próprio Jorg, em que ora acompanhamos as ações no presente e ora voltamos ao passado, quatro anos antes. Jorg, entre os parágrafos,  faz referências  à personalidade e/ou  às habilidades individuais dos companheiros de irmandade.

O livro se passa em um período medieval, representado de forma crua, explicitando a violência (já no primeiro parágrafo), a linguagem sem meias palavras, deixando claro que os tempos são sombrios, de guerra. As lutas, a guerra tem relação com territórios perdidos. Mas há também, na narrativa, algo um tanto quanto de ficção científica, representado pelos Construtores.

Mesmo parecendo um tanto quanto clichê, o objetivo do personagem principal, querer vingança pela morte de um entes queridos, há algo mais profundo nas suas motivações. 

Na verdade, eu considero que há um conjunto de motivações. Uma delas tem a ver com o próprio caráter de Jorg. Ele mesmo admite que: "aos 9 anos, já me faltava a pureza de espírito" [p. 38].  Outra tem a ver com a relação de pai e filho e a sede de poder.

Agora vamos falar do trabalho da DarkSide. Que belíssima edição! Capa dura; mapa; folhas pretas, separando os parágrafos; fonte de um tamanho ótimo para leitura. Essa é uma edição para se colocar, com orgulho, na estante. 

Por João Victor

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