Resenha || Encontrando-me | Cora Carmack | Novo Cnoceito


Encontrando-me

Cora Carmack

Título original: Finding it
Gênero: Romance
Editora: Novo Conceito
Número de Páginas: 288
Edição: 2015
Avaliação: ★★
* Livro cedido em parceria com a editora
Sinopse: Qual era o meu problema? Hunt era só um cara qualquer. Homens nunca foram um desafio para mim... ou pelo menos não eram fazia muito tempo. Mas aquele homem... Ele me deixava confusa sem nem mesmo tentar. A maioria das pessoas adoraria passar meses viajando pela Europa após concluir a faculdade sem responsabilidades, sem pais e sem limites no cartão de crédito. Kelsey Summers não é exceção. Ela está no melhor momento de sua vida, pelo menos é o que continua a dizer a si mesma. Tentar descobrir quem realmente você é pode ser um negócio complicado, especialmente quando se está com medo de não gostar do que vai descobrir. Bebidas e festas não são sufi cientes para afastar a solidão de Kelsey, mas talvez Hunt possa ajudá-la. Depois de alguns encontros casuais, eles embarcam em uma aventura pelo continente. A cada nova cidade, uma experiência. A mente de Kelsey torna-se um pouco mais clara e cada vez mais seu coração deixa de pertencer somente a ela. Hunt a ajuda desvendar seus próprios sonhos e desejos. No entanto, quanto mais ela aprende sobre si mesma, mais percebe o quão pouco sabe sobre Hunt.

Encontrando-me é o terceiro livro da trilogia Losing It, da autora Cora Carmack, publicado pela Editora Novo Conceito. O primeiro livro, Perdendo-me, traz os personagens Bliss e Garrick. No segundo, Fingindo, conhecemos Max e Cade (resenha aqui).

Em Encontrando-me, os personagens são Kelsy e Hunt. Kelsey é uma jovem atriz recém-formada, que está viajando pela Europa como mochileira em busca de aventuras. Isso segundo Kelsey, pois o livro é narrado em primeira pessoa, seu tour pela Europa tem o objetivo de irritar e gastar a grana do pai e, quem sabe, encontrar a verdadeira Kelsey. Meus problemas com o livro já começaram por aqui. A revenge da moça é gastar a grana do pai. Ah, tá! Até eu faço isso.  

Kelsey nunca teve que se preocupar com dinheiro, pois é herdeira de muita grana. Na Europa, suas aventuras são beber de bar em bar e fazer sexo com os caras mais gostosos, sem nem perguntar seus nomes.

Ressalto novamente que tudo isso é o que ela que diz, pois na verdade a gente só ler sobre duas únicas saídas noturnas da moça. Na primeira, ela diz que estava completamente bêbada, mas claro, se lembra de tudo. Foi na noite que conheceu Hunt. Um cara lindo de morrer, que estava observando-a.

Mas nessa noite ela não faz sexo com ninguém, pois Hunt, aparentemente, a dispensa. Na segunda saída narrada, quando eu achava que ia rolar muito sexo, não aconteceu nada, pois lá estava Hunt de novo a salvando de um 'boa noite Cinderela'.

A partir desse ponto, a narrativa foca em Kelsey e Hunt, viajando por várias cidades europeias, em busca de aventuras. Ah, e não tem sexo por um tempo. A moça que se dizia cheia de encantos, que os homens ficavam a seus pés, deu lugar a uma moça insegura culpando o bafo pelo o fora (explico: eu não quero cenas de sexo, mas que autenticidade dos personagens).

Ironias a partes, Kelsy tem outro motivo para viajar sem destino: ela tem um trauma de infância. Mas segundo ela mesmo, isso não é o pior de tudo. A grande decepção da moça é que os pais não acreditam ou não deram o devido valor ao ocorrido, por isso ela é muito magoado com os pais. Esse a ponto importante da narrativa, se a autora tivesse conseguido imprimir veracidade.

Par piorar tudo, ela diz que o pai é muito controlador. E que já tem uma vida definida para ela, quando voltar para casa. Na narrativa temos provas desse controle. Aquele controle tipo 'A filha do presidente', o filme. Quem vi o filme?

A leitura de Encontrando-me não foi tão agradável quanto Fingindo (talvez eu estivesse num momento muito ranzinza). Kelsey em nenhum momento conseguiu me convencer dos seus dramas. Sabe, quando uma pessoa está te contando uma história e você fica pensando: preciso ouvir o outro lado, pois esses argumentos são fracos. É o caso da Kelsey.

Eu odeio personagens que sabem tudo e nem ao menos se questiona sobre as suas certezas. E fora que esse negocio de gastar o dinheiro dos outros, para mim não rola. Gente, vamos trabalhar e, só aí, vamos extravasar na Europa. Escrever um livro, em que uma mulher, não é uma adolescente, sai gastando o dinheiro dos pais, sem responsabilidade e, em nenhum momento, trazer uma reflexão sobre isso?! Acho complicado.

Outra coisa que me irrita em livro são personagens que se dizem: sou muito bom nisso, sou o máximo naquilo. Mas em nenhum momento o leitor ver isso. O personagem precisa ficar reafirmando.

Kelsey tem muitas certezas sobre os problemas da família. Ela sabia o motivo da mãe ser alcoólatra, no entanto não se mostrando preocupada em nenhum momento com a mãe. Citou a mãe somente umas duas vezes. Ah, ela falou do trauma no inicio do livro e só volta a falar sobre, lá no final. E a resolução para isso foi a coisa mais fácil do mundo.

Não vou nem falar da relação de Kelsey com Hunt, pois é um clichê daqueles que já lemos em vários livros. Para mim, é difícil acreditar que essa personagem leu os grandes teóricos de Teatro. Acho que ela nunca leu Bertolt Brecht. Se bem que ela só diz que é uma atriz formada, não cita a instituição. Kelsey é uma personagem rasa, que só olha para o próprio umbigo.

0 comentários:

Postar um comentário