Resenha || Os bons segredos | Sarah Dessen | Seguinte


Os bons segredos

Sarah Dessen

Título original: Saint Anything
Gênero: Youg Adult
Editora: Seguinte
Número de Páginas: 408
Edição: 2015
Avaliação: ★★★ ★ 

Sinopse: Há segredos muito bons para serem guardados — e livros muito bons para serem esquecidos Sydney sempre viveu à sombra do irmão mais velho, o queridinho da família. Até que ele causa um acidente por dirigir bêbado, deixando um garoto paraplégico, e vai parar na prisão. Sem a referência do irmão, a garota muda de escola e passa a questionar seu papel dentro da família e no mundo. Então ela conhece os Chatham. Inserida no círculo caótico e acolhedor dessa família, Sydney pela primeira vez encontra pessoas que finalmente parecem enxergá-la de verdade. Com uma série de personagens inesquecíveis e descrições gastronômicas de dar água na boca, Os bons segredos conta a história de uma garota que tenta encontrar seu lugar no mundo e acaba descobrindo a amizade, o amor e uma nova família no caminho.
Depois de sair de uma ressaca literária, com os livros da Jojo Moyes, busquei o livro da Sarah Dessen (um autora que eu não conhecia, até então). Depois de ler resenhas, indicações de leitura, procurei tirar minhas próprias conclusões sobre o livro Os bons segredos. Apesar de uma estória não ter grandes reviravoltas, mostrou-se intensa e plausível com o que a autora propõe. 

Sidney é uma garota digamos que, rejeitada por seus pais, tem de “seguir” o bom exemplo do seu irmão, até o dia em que ele sai bêbado e acaba deixando uma pessoa paraplégica. Nem isso, fez com que os pais da garota deixassem o favoritismo pelo garoto, mas exigiam mais de Sidney, do que o seu próprio irmão que é o “queridinho”. 
“Estava acostumada a ser invisível. As pessoas raramente me viam, e se viam, nunca me olhavam de perto. Eu não era radiante e encantadora como meu irmão, linda e graciosa como a minha mãe, ou inteligente e dinâmica como minhas amigas” – Pág. 09

Confesso que por, vir de uma ressaca literária, a parte inicial do livro foi lenta para mim. De primeira não consegui me apegar, pensava que seria mais uma daquelas estórias "clichês” sem personagens complexos, ou amadurecimento por parte de alguns personagens. No entanto, aquele ditado "não julgue o livro pela capa” se aplicou bem para o primeiro capitulo, pois com o passar das páginas conseguimos perceber diversas reflexões. 

Logo após o julgamento do seu irmão, Sidney passa por diversas dificuldades, e no intuito de evitar certos comentários na escola, ela acaba mudando para outra. Em seu primeiro dia, no novo ambiente escolar, quando ela resolve sair, conhece uma garota chamada Layla, a qual acaba se tornando sua melhor amiga. 

Creio que a amizade de Layla mudou a forma com que Sidney via as coisas, uma delas era a confiança que ela não tinha em ninguém. Por ver que seu irmão bebia, roubava e se dava mal por conta das amizades, ela não queria isso para vida dela. 
“— Mas o que um garoto de quinze anos estava fazendo de bicicleta às duas da manhã, afinal?
Silêncio. Então veio a voz do meu pai:
— Julie…
— Eu sei, eu sei. Só fico me perguntando.” – p.72

Com o passar do tempo, Sidney passa a frequentar a casa de sua amiga, conhece os pais dela e o irmão, Mac. E, de início, sente uma leve palpitação no coração. Ela sabe que não pode se envolver com Mac, pois as amigas de Layla que tentaram um relacionamento, perdiam em ambos os lados. Para não perder a confiança e a oportunidade de ter uma amizade verdadeira, Sidney tem por obrigação guardar esse segredo, além de outros. 

O sentimento sempre fala mais alto, e a aproximação com Mac é inevitável. O que será que acontece entre ela, Layla e Mac? 


Os bons segredos revela uma estória de superação em meio a um caos psicológico vivido por uma jovem que não tem a atenção merecida de seus pais. Sidney, mesmo ainda jovem, é madura, sabe fazer escolhas, é decidida. Mesmo com raiva da família, por não perceber o erro do irmão mais velho, ela sabe que deve seguir em frente, pois sua vida não depende do exemplo de outras pessoas. 


Sarah Dessen tem uma escrita relaxante. O livro não contem reviravoltas. No entanto, tem grandes reflexões, que são percebidas com o desenrolar da “carruagem”. 


O que falar da capa e diagramação? São maravilhosas! E o carrossel, imagem que remete à infância, tem uma mensagem escondida, que deciframos quando lemos o livro. 


Recomendo o livro para o público mais exigente, com um enredo reflexivo que acaba por transformar e mudar a nossa forma de agir e pensar.

0 comentários:

Postar um comentário