Retrospectiva || meia dúzia de melhores leituras de 2015 | Por Nilda de Souza

Chega o final do ano e é quase impossível a gente não fazer aquele balanço de tudo o que vivemos. O que foi ótimo? O que foi mais ou menos? O que foi péssimo? Pessoalmente o ano de 2015 foi maravilhoso. Meus gêmeos estão a caminho e, por isso, estou extremamente feliz.

Mas estou aqui para falar de leituras. O ano de 2015 teve altos e baixos em relação aos livros que li. Hoje vamos falar das melhores.

Nunca é tarefa fácil escolher, pois é muito difícil um livro me agrada completamente. São os poucos livros que sou completamente apaixonada. Os livros que vou apresentar me deixaram com uma sensação boa, de leveza, ou me fizeram refletir sobre várias questões.

O nome do vento é uma fantasia épica, primeiro livro da trilogia A crônica do Matado do Rei, ambientado em um mundo parecido com o nosso chamado Os quatros cantos da civilização, que traz a história de Kvothe, também conhecido por Kote e outras tantas denominações. Um personagem enigmático, com grandes façanhas, uma lenda. O nome do vento é um livro para todos os amantes do gênero fantástico. (resenhaaqui) 

Os Imortais de Meluha, primeiro volume da trilogia SHIVA. A Trilogia traz a história de Shiva, um homem que viveu cerca de 4.000 anos atrás, cujas aventuras eram tão grandiosas que as pessoas começaram a pensar nele como um Deus. E graças a essa minha vontade eu pude ler uma história maravilhosa, que mistura fatos históricos com mitologia. E como eu disse no início, ao ler esse livro eu viajei para longe. Eu viajei para a Índia.  Eu conheci deuses de outra mitologia distintos dos quais nós conhecemos das mitologias grega, romana e nórdica. Também me aproximei da cultura, da geografia, da história. Além disso, aponta os avançados científicos dos indianos. (resenha aqui)

Recomendo um livro nacional, Lagoena. O que me encantou em Lagoena é que me fez recordar dos contos clássicos. Eu quero que meus filhos leiam esse livro, quando tiveram idade para isso. A imaginação de Laísa Couto escava várias lendas e contos antigos e projeta uma nova história, com um olhar atento para os detalhes, num estilo de narrativa envolvente. A forma de narrar da autora nos força a virar a página para saber qual será o próximo lugar fantástico que Rheita irá encontrar mais uma chave. E quais as criaturas fantásticas ela irá encontrar. (resenha aqui)

Agora é a vez das distopias, um gênero que me faz refletir muito sobre os sistemas políticos, sobre a sociedade. Eu indico três distopias - Elo, O nome em seu pulso e Fragmentados - para o publico jovem, com pitadas de romances, no entanto elas trazem ótimas discussões. Acho que o momento atual é muito propício para discutirmos sobre questões políticas, ideológicas e sociais.

Elo é uma ficção científica, futurista-distópica, ambientada num planeta chamado Secoia. Nesse futuro, a terra na existe mais, porém ninguém lamenta, pois já tem mais de mil anos que ela deixou de existir.  Um ponto que é muito interessante em Elo é a estrutura política-social do planeta Secoia. Como faltam alguns recursos naturais, o governo impôs regras rígidas à sociedade, como o limite máximo de dois filhos, por exemplo. Não é mais natural ter filhos gêmeos. É considerado inumano. A palavra gêmeos nem existe mais. Eles usam a palavra estepe. (resenha aqui)

O nome em seu pulso é uma distopia científica que tem características diferentes de outras distopias que eu li este ano. Não há, por exemplo, uma iminente rebelião. A narrativa não situa o leitor o tempo da história. Só sabemos que é num futuro muito, muito a frente, onde, por exemplo, a leitura dos livros de Shakespeare é terminantemente proibida. Eu realmente me surpreendi com O nome em seu pulso. Um livro que traz várias reflexões sociais. Parece que todas as formas que inventam para trazer paz à sociedade não tem sucesso. A sociedade perfeita parece que não existe. (resenha aqui)

Fragmentados é, sem dúvida, uma leitura empolgante. Com ótimas discussões em relação à ideologias, região e ciência. Além dos temas amizade, generosidade e amor. Em Fragmentados o mundo distópico criado pelo autor, consegue nos prender porque é muito real, próximo do nosso. Além disso, temos a ciência como fonte de terror, a principal causa do medo e de discussão ética. Mas ao mesmo tempo, a gente ver que a ciência alcançou um patamar de desenvolvimentos, ao ponto de fazer transplante do cérebro e que isso é maravilhoso. (resenha aqui)

É isso, pessoal! Nos vemos ano que vem. Até lá!

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