Resenha || Jogos mentais | Teri Terry | Farol Literário


Jogos mentais

Tari Tarry

Título original: Mind Games
Gênero: Ficção/distopia
Editora: Farol Literário
Número de Páginas: 480
Edição: 2015
Avaliação: ★★★★
* Livro cedido em parceria com a editora
Sinopse: Luna vive em um mundo em que, todos os dias, milhares de pessoas se plugam a uma realidade virtual onde podem fazer tudo: se divertir, ir às compras ou estudar. Porém, ao se conectar, ela é capaz de vivenciar os dois mundos ao mesmo tempo, uma habilidade muito rara que ela deve manter em segredo. Mas ao ser convocada para um importante teste na escola, Luna sente que seu segredo poderá ser revelado. A partir daí uma série de estranhos acontecimentos a levam a questionamentos e descobertas inusitadas sobre os dois mundos. Agora ela precisará decidir o que fazer, pois as suas escolhas terão consequências incalculáveis para todos!
A Editora Farol literário trouxe para o Brasil mais um livro da autora Teri Terry, Jogos mentais. Terry que é conhecida pela consagrada trilogia Reiniciados. Tem resenha aqui.

Em jogos mentais, a autora aborda temas interessantes, como o lado bom e ruim da tecnologia e a imposição do governo sobre a sociedade. Em um mundo distópico, pós-Terceira Guerra Mundial, a personagem principal, Luna, ao longo da trama tenta desvendar os mistérios do seu passado.

O livro se passa em universo onde tudo é feito nos chamados mvs (mundos virtuais). No momento que a pessoa se pluga passa a ter sua vida nesses mundos: vão à escola, ao trabalho, fazem compras, divertem-se, etc. 

Porém existem dois grupos de pessoas que se destacam: os recusadores e os hackers. Luna faz parte dos recusadores, grupo que não aceitam a tecnologia por vários motivos. No caso de Luna, no decorrer do livro, ela alega sentir enjoo quando está conectada. Além disso, ela guardar um segredo. Quando se conecta ela ainda pode sentir seu corpo no mundo real. 

Nesse ponto, o enredo é bem amarrado e podemos ver a característica do lado bom e ruim da tecnologia. Por exemplo, depois que Luna descobre os efeitos de se ficar muito tempo nesses mundos virtuais.

Os hackers, o nome já e bem sugestivo, invadem os códigos desses mundos e alteram duas características. Esses mundo são feitos por uma empresa chamada PareCo, que controla os mundos, aplicam testes para que alunos entrem em suas faculdades tecnológicas. 

Luna, após passar em um desses testes, começa o seu drama. Ela descobre que é mais que uma simples garota, que não passou neste teste por acaso e, também, que a PareCo é mais que uma simples impressa de tecnologia. PareCo possui mais planos para ela que vão além de uma bolsa integral em sua escola. 

Partindo desse ponto, podemos ver impressas como a PareCo atua sobre a sociedade de modo autoritário. Porém vale ressaltar que, no meu ponto de vista, a história não emprega esse aspecto com muita eficiência.

A história também não possui muito romance. O romance entre Luna e Gecko - um hacker - não é muito explicado e, nem mesmo a própria personagem parece se importar muito com o caso. Talvez isso se explica pela personalidade questionadora e desconfiada de Luna. 

Jogos Mentais possui um enredo com temas interessantes, que em alguns momentos são colocados de forma genial, de forma a prender o leitor à trama, porém deixa a desejar em outros aspectos. Mesmo assim é uma leitura recomendada, para ser lida não apenas como uma história simples, juvenil, mas analisando suas características e relacionando-as com o nosso dia a dia. 

Ah, preciso ressaltar que a premissa lembra outras obras, como o filme Inception, A Origem, no Brasil; e Matrix, por exemplo. Obras que tem questões de se plugar à tecnológica e viver em uma realidade virtual e totalitarismo.


Por Mateus Rodrigues


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