Resenha || O estranho contato | Kelly Shimohiro | Empíreo


O Estranho Contato

Kelly Shimohiro

Gênero: Romance
Editora: Empíreo
Número de Páginas: 208
Edição: 2015
Avaliação: ★★★
* Livro cedido em parceria com a editora
Sinopse: Ágatha Guiller é uma garota de 19 anos entediada com a vida. Mas, com a chegada de um parente desconhecido e distante, vê tudo virar de cabeça para baixo. Tudo fica ainda mais confuso, e até um pouco perigoso, quando ela passa a enfrentar a morte e começa a compreender os segredos que conectam todos os seres. Para ela, nada importa mais do que Tom. Ela está apaixonada e fascinada pelo mundo dele. em nome dessa paixão está disposta a qualquer coisa, mesmo que isso signifique abandonar todo o resto para sempre.
O livro O Estranho Contato foi lançado pela Editora Empíreo em 2015. Foi a segunda leitura que fiz esse ano e, como o próprio título já diz, a estória é bem estranha, pois a personagem principal é esquisita. Ágatha Guiller é uma jovem de dezenove anos de idade, mora com os pais e seus irmãos, sendo que um deles está fora do país.

A rotina de Ágatha é bem comum, mas, às vezes, ela se sente deslocada, porque a sua vida é vazia, parada. Nesse ponto percebi uma chatice por parte da personagem. Ela tem uma vida relativamente boa, mas por não encontrar o “sentido da vida”, desde o seu nascimento, Ágatha acha que nada faz sentido. E isso me fez não gostar dela por reclamar tanto.

Como válvula de escape, a jovem passa a maior parte do tempo lendo biografias. O seu local predileto para leitura é um banco que fica ao lado do jardim da escola, que é relativamente escondido. Ágatha passa pouco tempo nas aulas (a garota não quer nada com a vida).
“E a única certeza que tenho é de quem eu quero. Agora, só preciso encontrar o melhor caminho, o mais rápido para estar perto dele. Eu sufoco a cada instante por causa dessa distância. Talvez eu suporte por mais um tempo, talvez não seja o suficiente. Tenho consciência do meu desespero, da minha insanidade e do perigo que me ronda nessa busca. Não me importo com nada disso, só em encontrá-lo. E beijá-lo. E tudo mais o que isso significa...”
Seu melhor amigo é o Fred. Os dois vivem juntos as maiores loucuras! No momento que conheci o personagem, percebi que ele é a parte positiva na vida de Guiller, já que a tira do tédio e a faz cometer inúmeras loucuras (pessoalmente não tenho amizades assim, bem que queria!). Os dois juntos são “yin e young” o que me fez pensar que eles viviam em um romance não declarado, ficariam juntos, mas nada disso nunca aconteceu, eles são apenas amigos.

Outra coisa muito importante que vem acontecendo na vida de Ágatha Guiller são os sonhos loucos e estranhos que ela vem tendo, com um cara muito misterioso, que arranca sorrisos do seu rosto, mas ao mesmo tempo causa medo e angústia.

Alguns dias depois, a garota recebe a notícia do seu pai: um dos seus primos distantes pediu para hospedar o seu filho temporariamente. Seria um favor. Depois disso, a menina e o seu pai vão buscar o rapaz misterioso e no caminho algo estranho acontece: pássaros voam em conjunto de uma forma muito estranha, próximo a eles. Nesse ponto eu lembrei da primeira temporada de Diários de um Vampiro: sempre quando Damon estava prestes a aparecer, um corvo e o nevoeiro aparecia.

Tudo acontece muito rápido desde o momento que Ágatha e Tom se conhecem até o primeiro beijo, e a saída inesperada. Acreditem, estava no início do livro quando aconteceu, e um capitulo deu conta de tudo isso ( foi aí que me perdi um pouco).

Ágatha está desesperada e não sabe o que será da sua vida sem Tom, de alguma forma ela precisa encontrá-lo, pois ela conseguiu encontrar um sentido na sua vida, de certa forma ela estava predestinada para conhecê-lo. Será que ela vai consegue ir ao encontro com o Tom?

A autora Kelly Shimohiro tem uma escrita rápida e de fácil compreensão. O ponto negativo do livro é que tudo acontece muito rápido, o que nos causa algumas confusões em certos momentos, e em outros nos deixa leve.

A leitura é extremamente rápida (estou repetindo demais), me pegou de jeito porque gosto da narração em primeira pessoa, tirando a parte em que a Ágatha reclama de tudo à sua volta. Um ponto forte nesse enredo é que Ágatha e Fred amadurecem juntos, só que ela mais do que ele, dando um enorme salto de vivacidade, o que me fez querer aplaudi-la de pé.  
“Após séculos de espera, a minha vida começou. É como se eu tivesse vivido até agora em um estado dormente pré-vida, uma espécie de limbo”.
Sobre a capa, diagramação e folhas amareladas casou muito bem com a narrativa, o próprio subtítulo já diz que a estória vai tratar de dois mundos opostos. Dai você, o leitor, terá que desvendar a ambiguidade: trata-se de dois seres diferentes ou duas mentes opostas.

Recomendo a leitura para ao público jovem adulto. Poucos foram os livros que li, de autores brasileiros, que escrevem muito bem nesse estilo, e a Kelly é uma delas. Apesar dos pontos fracos que ressaltai, o livro me trouxe uma reflexão: Não reclame demais da vida, pois o sentido dela só e encontrado nas pequenas coisas, que estão dentro de você.

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