Resenha || Star Wars: estrelas perdidas | Claudia Gray | Seguinte


Star Wars: Estrelas perdidas

Claudia Gray

Título original: Lost Stars
Gênero: Ficção científica
Editora: Seguinte
Número de Páginas: 488
Edição: 2015
Avaliação: ★★★★
* Livro cortesia da editora e Blog Sra. Bookaholic
Sinopse: Ciena Ree e Thane Kyrell se conheceram na infância e cresceram com o mesmo sonho- pilotar as naves do Império. Durante a adolescência, sua amizade aos poucos se transforma em algo mais, porém diferenças políticas afastam seus caminhos- Thane se junta à Aliança Rebelde e Ciena permanece leal ao imperador. Agora em lados opostos da guerra, será que eles vão conseguir ficar juntos? Através dos pontos de vista de Ciena e Thane, você acompanhará os principais acontecimentos desde o surgimento da Rebelião até a queda do Império de um jeito absolutamente original e envolvente. O livro relata, ainda, eventos inéditos que se passam depois do episódio VI, O retorno de Jedi, e traz pistas sobre o episódio VII, O despertar da Força!
Gente, essa é uma resenha dupla. Lá vem textão!
Sim, sim Amanda e eu – Nilda – lemos Star Wars: Estrelas Perdidas e vamos falar nossas impressões de leituras.

Nilda de Souza 
Preciso dizer que não sou nenhuma especialista em Star Wars, mas tenho um grande fascínio pelo o universo da saga. Não sei se vocês sabem, mas o título do blog veio justamente dos meus estudos na universidade, que envolviam narrativas transmídias, sendo Star Wars uma das culpadas.

Estrelas perdidas é um lançamento da Editora Seguinte. É livro para novos fãs da saga Star Wars . Isso quer dizer que esse é um livro para jovens adultos (Young Adult), com estrutura e linguagem mais simples, características de livros dessa categoria, mas isso não quer dizer que não tem qualidade.

No livro acompanhamos os personagens principais Thane Kyrrel e Ciena Ree. Eles são amigos, melhores amigos. Mas há um problema: os dois pertencem a classes  sociais diferentes. Eles são de Jelucan, planeta que foi colonizado por duas ondas de colonizadores, que não se relacionam.

Ciena Ree pertence ao povo da primeira onda, vive no vale, são pessoas com poucas condições. No entanto, são pessoas com um grande senso de lealdade. Com valores que são passados de geração a geração. Já Thane é filho de aristocratas, pertencente à segunda onda. Como são de classes diferentes, é claro que os pais de ambos não via com bons olhos a amizade de Thane e Ciena.
Os dois amigos se conheceram aos 8 anos e, desde então, compartilham o mesmo sonho: servir ao Império. Pois é, em Estrelas perdidas vamos ter a visão de pessoas comuns sobre os acontecimentos que envolve a Trilogia Clássica e que servem o lado Negro da Força. Também vamos saber sobre a batalha de Jakku, planeta de O Despertar da Força.

Como já falei, o livro tem uma estrutura simples, com linha do tempo em ordem cronológica, em que acompanhamos os dois amigos nos 5 anos primeiros (dos 8 aos 13 anos), em que aprendem a voar juntos, com intenção de serem selecionados para Academia Imperial. Depois vemos os dois na Academia de Coruscant, nos primeiros anos de treinos. Em seguida, acompanhamos os dois já como oficiais do Império. E depois acompanhamos os dois em batalhas eletrizantes.

Na academia Thane começa a perceber que servir ao Império não é exatamente como ele pensava. Na verdade, Thane sempre foi cético. Ele nem acredita nas boas intenções da Aliança Rebelde e nem no todo poderoso Império. Tudo o que ele queria mesmo era poder piloto um TIE Fighter. Mas quando Thane presencia as atrocidades cometidas pelo Império logo ver que precisa lutar por uma causa nobre e se junta aos Rebeldes. Já Ciena foi criada para ser leal, mesmo que serva a quem não mereça a sua lealdade. E ela não vai quebrar o juramente que fez ao Império.

O que mais me fascinou é que Estrelas perdidas é como se fosse os bastidores da trilogia clássica. Temos outra visão dos fatos já conhecidos pelos olhos de pessoas comuns. Isso acontece tanto do lado dos Rebeldes como do lado dos soldados imperiais. Não é incrível saber que Ciena ou Thane estiveram presentes nos grandes acontecimentos, como por exemplo, a destruição da Estrela da Morte. A melhor amiga de Ciena morreu neste dia, assim como vários colegas soldados da academia. 

Um ponto marcante na narrativa é que o leitor observa que as informações que chegam as pessoas comuns são fragmentadas, selecionadas. Os soldados não sabem quase nada. Eles apenas seguem ordem, nem sempre as mais sensatas. Outras questões abordadas são: corrupção, sede de poder, ganância.

O Universo Star Wars é para todos que apreciam ficção cientifica, mas, para mim, a diversidade e a liberdade são pontos que mais me chamam atenção.

Amanda Melo 
A editora seguinte sempre me impressiona com a capa emborrachada e marcador para recortar, isso é a marca da editora, quase impossível não se apaixonar.

De todas as histórias e filmes que já li e revi sobre sagas, Star Wars sempre me puxou de uma forma que fez sentir fã desde os treze anos, quando assisti ao primeiro filme.

Para ler Estrelas Perdidas não é preciso conhecer tudo sobre os filmes-livros ou personagens da saga, vale um estudo superficial, claro. A estória é épica porque traz um misto de fé, coragem, heroísmo, sentimentos que movem o ser humano a buscar coisas quase impossíveis. O livro mistura piratas, criaturas exóticas, percebi alguns destaques como o faroeste, que por sinal passei a gostar!

É um paradoxo entre velho e novo, bem e o mal, hábitos tradicionais e tecnológicos, que nos põe contra a parede em relação ao papel de cada um daqueles indivíduos em um mundo que envolve outros mundos.

Ciena e Thane me provaram que tamanho não é documento e também as diferenças sociais não os impediram de ter uma amizade baseada na confiança e companheirismo, até esse sentimento se tornar romance.

A meu ver, Estrelas perdidas está entre os filmes Uma nova esperança e O retorno do Jedi, e isso inclui batalhas épicas como a rixa entre o império e os rebeldes.

O que une Ciene e Thane é o sonho de voar, fazer parte do imperial oficial. E, lutar contra o bem ou o mal?! É algo que norteia todo o enredo. O império passa a imagem de ordem e proteção, já os rebeldes são vistos como terroristas que querem descentralizar o poder. De alguma forma me encantei com os dois lados, inclusive com o esquadrão corona.

A parte que me chocou e me deixou perplexa foi o treinamento para se tornar um oficial. Eles passam anos se preparando, não apenas a como conduzir um exército ou atirar, mas são preparados psicologicamente. A força intelectual é de chocar, e sabemos o quanto isso é forte na saga Star WarsÉ um enredo fiel em relação à estória original, todos são movidos a serem fieis a uma grande causa, ambos os lados têm argumentos coerentes em relação ao alto e baixo escalão.

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