Resenha || Supernova 2: A estrela dos mortos | Renan Carvalho | Novo Conceito


Supernova: A estrela dos mortos

Renan Carvalho

Gênero: Fantasia
Editora: Novo Conceito
Número de Páginas: 480
Edição: 2015
Avaliação: ★★★★
* Livro cedido em parceria com a editora
Sinopse: Após deixar sua cidade natal, Leran está perdido em busca de uma pessoa que possa ajudar sua irmã Luana a controlar seus poderes. Enquanto foge de caçadores colocados em seu encalço, o arqueiro conhecerá novos lugares e aliados para sua jornada. Ao mesmo tempo, Tlavi, a jovem Estrela da Cura, tenta desvendar os mistérios de um criminoso capaz de erguer as forças das trevas no território pacificado do Reino Central. O caminho desses personagens está ligado pelo destino. Será que poderão lutar juntos para descobrir como vencer os novos inimigos? Conseguirá Luana despertar sua verdadeira força? Como Leran agirá diante da evolução dos poderes da irmã? É o que você vai descobrir em Supernova: A Estrela dos Mortos.
Em maio do ano passado eu li e resenhei Supernova 1 "O encantador de Flechas", primeiro livro da série. E fiquei muito satisfeita com o desenvolvida da narrativa. O leitor vai ao longo do livro percebendo as várias influências na escrita do Renan e, ao mesmo, tempo constatando o que é próprio do autor.
Claro que estava ansiosa pela continuação. Queria saber o que iria acontece com Leran e a irmã, Luana. Bom, mas Renan colocou um freio no meu anseio e iniciou A estrela dos mortos introduzindo uma nova personagem, Tlavi Hur. Além de colocar o leitor em uma nova cidade, novos lugares e um inimigo obscuro. Ou seria inimigos?! A escuridão permear todo o livro.

Acompanhamos, pelos olhos de Tlavi Hur, os primeiros acontecimentos terríveis. Ela logo percebe que algo maior está para acontecer. Mas, infelizmente, os políticos não acreditam nos indícios de perigo, apontados por Tlavi.

Mas Tlavi não é uma mulher de ficar sentada, discutindo política. Ela é enérgica, uma mulher de ação, mesmo que, às vezes, não tome as melhores decisões. Tlavi é uma estrela, assim como Luana. A diferença é que  ela foi treinada, pelo mestre Ioseth, e, pro isso, seus poderes são desenvolvidos.

Depois de sermos introduzimos nesse novo universo de Supernova, com novos cenários e novos personagens, a trama nos põe de volta em contato com Leran e Luana.  Os dois fugiram de Acigam, e estão tentando chegar em Mabra, uma cidade livre, onde eles esperam encontrar um homem que irá ajuda-los no desenvolvimento dos poderes da Luana. Mas tem três caçadores no encalço dos dois. Leran  e Luana terão que lutar, fugir. Ainda bem que eles contarão com ajuda de novos personagens.

Em Estrela dos mortos o leitor terá algumas respostas que ficaram suspensas no primeiro livro. Mas ainda tem muitas coisas para serem desvendadas. Luana, enfim, encontrará mais respostas sobre o significado de ser uma estrela.

Nesse segundo livro três personagens se destacam: Tlavi, a mestra paladina; Shaz, o vilão; e Gueth, o irmão de Tlavi. 

Shaz se destaca por se manter no anonimato enquanto arquitetava um grande plano para trazer as trevas ao mundo de Supernova. Como o título do livro indica, a morte é a grande vilã da narrativa. No entanto devo ressaltar que os soldados do mal, os mortos, podem não agradar a todos. Nem todos os leitores são favoráveis a tramas com zumbis. A mim, particularmente, não incomodou. Já Tlavi se destaca por uma personagem forte, guerreira e impetuosa, sempre preocupada com o bem de todos. Gueth é um personagem que vai crescendo ao longo da trama, mas desde o início se mostra carismático, conquistando o leitor. Eu torço para que ele volte no próximo livro.

A estrela dos mortos é indicado para um publico jovem, que curte lutas, personagens poderosos, uma atmosfera obscura e uma pitada de romance, é claro.

Por fim, preciso dizer que Renan Carvalho tem uma escrita envolvente, que flui com muita tranquilidade. É tanto que eu não senti dificuldade para entender a expansão do universo narrativo (tem um mapa e um glossário no final do livro que contribuem muito). A inserção dos novos personagens, os novos cenários não dificulta o entendimento do leitor. Ressalto, no entanto, que em alguns momentos eu senti que houve um pouco de exagero nas descrições das roupas/armaduras dos personagens, mas nada que prejudique o desenvolvimento da história.

A diagramação mantém as mesmas características do primeiro livro, com ilustrações de Licínio Souza, em preto e branco, que contribuem de forma significativa com a narrativa. Bom, agora é aguardar o terceiro, que já está fase de produção. O autor anunciou em suas redes sociais o título “O Satélite de Ferro”. 

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