Resenha || Vivian Contra o Apocalipse | Katie Coyle | Agir Now


Vivian Contra o Apocalipse

Katie Coyle

Título original: Vivian Versus Apocalipse
Gênero: Young Adult
Editora: Agir Now
Número de Páginas: 288
Edição: 2015
Avaliação: ★★★★★
Sinopse: Vivian Apple tem 17 anos e mal pode esperar pelo fatídico “Arrebatamento” — ou melhor, mal pode esperar para que ele não aconteça. Seus devotos pais foram escravizados pela Igreja faz tempo demais, e ela está ansiosa para que voltem ao normal. O problema é que, quando Vivian chega em casa no dia seguinte ao suposto Arrebatamento, seus pais sumiram e tudo o que restou foram dois buracos no teto… Vivian está determinada a seguir vivendo normalmente, mas quando começa a suspeitar que seus pais ainda podem estar vivos, ela percebe que precisa descobrir a verdade. Junto com Harp, sua melhor amiga, Peter, um garoto misterioso que tem os olhos mais azuis do mundo e informações sobre o verdadeiro paradeiros dos seguidores da Igreja (ou é o que ele diz), e Edie, uma Crente que foi “deixada para trás”, os quatro embarcam em uma road trip pelos Estados Unidos. Mas, depois de atravessar quilômetros de eventos climáticos bizarros, gangues de Crentes vingativos e um estranho grupo de adolescentes auto-intitulados os “Novos Órfãos”, Viv logo vai perceber que o Arrebatamento foi só o começo. Katie Coyle, vencedora do Young Writers Prize do jornal The Guardian em 2012, imagina uma realidade infelizmente muito próxima da nossa, em que capitalismo, política, entretenimento e religião se combinam para criar uma cultura de intolerância que não acaba com o Arrebatamento. Com reviravoltas surpreendentes, um humor mordaz típico da geração Y e personagens femininas que não devem nada a ícones como Buffy e Rory Gilmore, Vivian contra o apocalipse é uma estreia arrebatadora que vai fazer você questionar até onde iria pela verdade.
“Não acredito em ódio. Não acredito em amor. Não acredito em Deus. Não acredito em nada que seja tarde demais”.


Com essa frase eu inicio a resenha de Vivian contra o Apocalipse, de Katie Coyle. Uma história tensa narrada pela personagem principal Vivian. O livro começa com um prólogo pra lá de chamativo: parte do livro de Beaton Frick. Os trechos demonstram um fanatismo doentio do que parece ser uma nova bíblia da Igreja Americana, criada por Frick.

No livro, fala-se muito na Igreja Americana e nos Crentes. Como uma epidemia as pessoas se converteram e passaram a acreditar em uma previsão que Frick fez: Um arrebatamento que levaria ao céu somente os escolhidos.

Véspera de arrebatamento e a nossa querida protagonista, Vivian, estava em uma festinha animada com a amiga Harp, lá ela conhece Peter. Os três são os personagens principais da narrativa.


Amei essa ilustração que achei no Google, Vivian com sua marreta e Harp super estilosa, ao fundo Peter com jeito 'na sua'.
Fonte da Imagem Aqui
Ao voltar para casa Vivian tem um dos piores dias de sua vida: Seus pais, Crentes fanáticos sumiram. O que restou foram apenas dois buracos no teto. Teria realmente chegado o tão falado dia do arrebatamento? O mundo de Vivian desaba e ela se vê sozinha. Os pais de Harp também sumiram.
“Sinto apenas como se o mundo estivesse se desmanchando. Como se nada fosse real”.   
Daí em diante o mundo parece virar de cabeça para baixo. Ou melhor, as pessoas parecem estar perdendo a razão em meio ao cenário quase apocalíptico. Muitos Crentes não foram arrebatados, o que fez com que se revoltassem contras os Não Crentes e cometessem algumas atrocidades.

Depois de muitas idas e vindas Vivian e Harp juntam-se a Peter e vão juntos em busca de respostas para tudo que aconteceu e está acontecendo. Os três jovens suspeitam dos acontecimentos que a Igreja proporcionou a muitas pessoas: Sumiços inexplicáveis e muito mistério.

Os jovens viajam em busca das respostas que acreditam que irão encontrar na Califórnia. Bem, além de tudo isso, temos também: a pressão emocional, paixões e uma dose de humor. Em meio a tantos acontecimentos Vivian amadurece bastante e abandona a garota que não sabia quem era e nem no que acreditava e dá espaço para a Vivian heroína da sua própria história.

Não poderia deixar de destacar o quanto o livro é engraçado. A personagem Harp é bem irônica e deu uma leveza a um assunto que na maioria das vezes é tratado com muita seriedade: a religião. No caso deste livro, percebemos que a religião é usada para manipular as pessoas tantos no que diz respeito às atitudes como também na questão financeira, pois a igreja lança muitos produtos que vão ajudar no processo de salvação dos Crentes.
“Não importa de onde viemos, para onde vamos ou quando isso vai acontecer. A única coisa que importa é o que a gente precisa fazer enquanto estamos aqui, e se a gente faz isso bem”.  
A leitura deste YA me surpreendeu bastante e foi de tirar o fôlego! Li rapidinho e simpatizei com os personagens. Apesar de o assunto apocalipse já ser muito batido, a autora não foi nem um pouco clichê em seu primeiro livro.

O livro termina com um gostinho de continuação e sim, já podemos ficar tranquilos, pois a continuação vem por ai: Vivian contra a América, que dá continuidade as aventuras de Vivian e Harp, que não estavam satisfeitas com as respostas que encontraram até então. 

Nem preciso dizer que  não vejo a hora de ler! Boa leitura e até mais! 

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