Resenha || Batman: Arkham Knight | Marv Wolfman | DarkSide Books


Batman: Arkham Knight

Marv Wolfman

Título original: Batman: Arkham Knight
Gênero: Ficção/Jogos/
Editora: DarkSide Books
Número de Páginas: 272
Edição: 2016
Avaliação: ★★★★
Sinopse: Batman: Arkham Knight é a adaptação literária oficial do game que conquistou fãs e críticos em 2015. Uma parceria entre a DC Comics, a Warner e a DarkSide® Books que virá com aquele padrão quase psicopata de qualidade que os fãs brasileiros merecem. Tudo começa um ano após a morte do Coringa. A cidade, que havia se transformado num hospício a céu aberto, finalmente volta à sua rotina normal. Mas é claro que a paz não pode ser duradoura em uma metrópole que esconde vilões como Charada, Pinguim, Hera Venenosa, Arlequina e Duas Caras. Desta vez, quem inicia uma nova onda de terror é o insano Espantalho. Na noite do Dia das Bruxas, o vilão detona um ataque químico para demonstrar o poder de sua toxina do medo. Os infectados sofrem delírios terríveis e, em seu desespero, acabam matando uns aos outros. Quase 6 milhões de habitantes fogem às pressas. Mas um certo herói jamais deixaria sua cidade natal à mercê dos bandidos. Com o apoio de Robin, Oráculo, Asa Noturna, Alfred e do comissário Gordon, Batman parte para a batalha. Munido de inteligência dedutiva, resistência física invejável e aparatos tecnológicos que nem os exércitos mais bem armados do mundo têm acesso, Bruce Wayne não necessita de superpoderes – o que não significa que essa vai ser uma tarefa fácil. Dois inimigos fatais surgem para desafiar o Homem-Morcego. O primeiro é o misterioso Cavaleiro de Arkham – um assassino com habilidades e armadura tão semelhantes às do herói mascarado que é quase como se Batman enfrentasse um clone. E para desequilibrar ainda mais essa luta, o segundo inimigo surge do nada. Mas ele não estava morto? O Coringa está de volta... ou é só um delírio? Descubra nas páginas de Batman: Arkham Knight. Pronto para jogar?
Trazer essa resenha para vocês, leitores, é um grande prazer, já que a narrativa de Batman: Arkham Knight se inserir dentro da concepção do blog, que diz respeito às narrativas transmídias, ou seja, tem a ver com as misturas de tecnologias e de linguagens. Eu já declarei mais de uma vez meu amor por narrativas que são produzidas para várias mídias. Como é bacana perceber como os efeitos de sentidos se apresentam aos leitores.
Dito isso...

Do vídeo game ao livro - isso é Batman: Arkham Knight, publicado pela DarkSide Book. E que bom que as editoras têm investido cada vez mais nesse tipo de publicação. Olhem só o sucesso de sagas como Assassin's Creed, God Of War e Uncharted.

Em Batman: Arkham Knight apresenta uma Gotham City sem o Coringa. Pelo menos é o que pensamos, no inicio da leitura. Também é o que Batman e Comissário Gordon acham. Mas será que o Coringa, realmente, morreu?

O problema é que em Gotham existem os piores tipos de bandidos - de sociopatas a gangues de rua.  E parece que todos querem assumir o posto de inimigo número 1 de Batman. Todos querem dominar a cidade.

Em Em Batman: Arkham Knight é o Espantalho quem está conseguindo colocar a cidade em desespero. O Caos está em todos os lugares. Não há lugar seguro. É necessária uma evacuação de emergência. O lunático liberou uma toxina que desencadeia os piores medos das pessoas, as levando a matar umas as outras. Será que Batman e seus aliados - Alfred, Lucius, Gordon, Robin, o Oráculo serão capazes de salva, mais uma vez, Gotham City?

Mas o Espantalho não está sozinho nessa. Ele conta com os serviços de Arkham Knight, um mercenário de identidade desconhecida. Mas Knight conhece muito bem o Homem-Morcego. Ele sabe de todos os seus pontos fracos do Cavalheiro das Travas, além de conhecer a identidade de Bats. Quem será o mercenário por trás da mascara?

Ler Batman: Arkham Knight  foi extremamente prazeroso. É uma leitura rápida, que lembra muito o ritmo do vídeo game. A história é narrada em terceira pessoa, com enredo e diálogos bem desenvolvidos. O livro traz os personagens já conhecidos pelo publico - Charada, Pinguem, Hera Venenosa, Arlequina e Duas Caras. Alguns não aparecem diretamente, mas são mencionados. É como se soubéssemos que eles estão em Gotham, causando o caos e terror de sempre.

Há dois pontos que se destacam em Batman: Arkham Knight: a concepção de justiça e a sanidade. Ao longo da narrativa vemos um Batman preocupado em combate ao crime e a necessidade de proteger e salvaguardar as vítimas. Ao mesmo tempo vemos o herói o tempo todo lutando para não enlouquecer.

O interessante é que mesmo o Coringa não sendo o grande vilão dessa narrativa, ele é um dos grandes destaque. A sua não-presença tem a intenção de provar que qualquer um pode ficar louco, até mesmo o Batman. A grande questão é provar que as pessoas são fracas e frágeis.

Bom, eu sempre gostei Batman. Entre os motivos, está o fato de ele não ter super-poder. Um homem comum, que luta por justiça (há controvérsia aqui). Qual a concepção de justiça de Bats?

Por fim, eu preciso falar da edição desse livro. Todos os leitores da Darkside já conhecem o trabalho da editora. A cada livro que eu compro, eu fico encantada com a qualidade do material usado, com diagramação, com as cores. É tudo muito lindo. E Batman: Arkham Knight é mais um lindo trabalho da Editora. Nem é preciso falar que o preto/dark tem toda uma simbologia dentro da história de Bats. Se você ainda não tem um livro da Editora, corra e compre o mais rápido possível. 

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