Resenha || O teorema Katherine | John Green | Intrinseca


O Teorema Katherine

Jonh Green

Título original: An Abundance of Katherines
Gênero: Literatura juvenil
Editora: Intrínseca
Número de Páginas: 304
Edição: 2013
Avaliação: ★★★★
Sinopse: Colin conhece Katherine. Katherine gosta de Colin. Colin e Katherine namoram. Katherine termina com Colin. É sempre assim. Após seu mais recente e traumático pé na bunda, o Colin que só namora Katherines resolve cair na estrada. Dirigindo o Rabecão de Satã, com seu caderninho de anotações no bolso e o melhor amigo no carona, o ex-garoto prodígio, viciado em anagramas e PhD em levar o fora, descobre sua verdadeira missão: elaborar e comprovar o Teorema Fundamental da Previsibilidade das Katherines, que tornará possível antever, com pura matemática, o desfecho de qualquer relacionamento. Uma descoberta que vai entrar para a história, elevando Colin Singleton diretamente ao distinto ponto de gênio da humanidade. E também, é claro, vai ajuda-lo a reconquistar sua garota. Ou, pelo menos, é isso o que ele espera.

Colin Singleton, prodigio de 17 anos. Não é nenhum pouco popular e o principal alvo do Abominável Homem das Neves, principalmente por ser nerd (como diria Hassan um fugging nerd). Hassan é seu único amigo, o mesmo também é muito inteligente, porém se recusa a se inscrever para ir à faculdade.

Colin, apesar da impopularidade, teve 19 namoradas, todas chamadas K-A-T-H-E-R-I-N-E. Quando a Katherine XIX termina com ele, Colin sofreu muito, por isso ele e o amigo resolvem "colocar o pé na estrada", viajar sem rumo.


Ele gostava de todos os livros, porque adorava o simples ato de ler, a magia de transformar os rabiscos de uma página em palavras dentro da cabeça.

Durante a viagem Colin e Hassan encontram uma cidade no Tenessee, chamada Gutshot. A principio eles vão até a cidade com a intenção de ver o túmulo de um arquiduque, porém ao conhecerem Lindsey resolvem ficar na cidade. Eles se hospedam na casa da menina que mora com a mãe, Hollis, a mesma conhecia Colin e os ofereceu um emprego temporário.

Com o emprego novo a vontade dos meninos voltarem para casa diminuíam cada vez mais, em Gutshot eles viveram coisas inusitadas e que jamais viveriam em Chicago (cidade em que moravam). Nessa cidade também conheceu alguns amigos de Lindsey. 

Apesar de todas as aventuras, Colin não conseguia esquecer Katherine XIX. O fato dele ser prodígio, cresceu a necessidade de virar um gênio criando algo novo. Eis então que surge o Teorema Katherine. 
Aquele sorriso seria capaz de pôr fim a guerras e curar o câncer.

Em um determinado momento, Colin acredita que o seu teorema não irá funcionar, mas ele começa a receber ajuda e apoio para prosseguir com sua descoberta. 

Colin se negava a sair de casa, somente queria trabalhar no seu teorema, mas em um certo momento Hassan o convence e ele vai. O que não é uma boa ideia, pois o fim do dia acabou sendo desastroso, porém muito engraçado. 

Lindsey e Colin acabam se aproximando muito, o que nos faz ter expectativa de que talvez ele desista de reconquistar Katherine XIX e resolve ficar com ela.
Eu não conseguia ouvir mais nada no mundo além de você. E, naquele momento, estava tão frio e tão silencioso... E eu te amava tanto. Agora está calor e muito quieto de novo. E eu ainda te amo.
O fato de envolver muitos cálculos, o livro acaba se tornando um pouco cansativo, principalmente se vocês (assim como eu) não gostarem de exatas. Mas relaxem que não é o fim do mundo, é chato para quem não gosta, mas precisa ter os cálculos para fazer sentido na história e no final tem um Apêndice onde um amigo matemático do John explica tudo direitinho. 

Uma característica do autor é que os personagens secundários sempre são mais interessantes e engraçados que o principal. Em O Teorema Katherine, Hassan rouba a cena quase sempre, principalmente por que Colin não tem um filtro do que é interessante para conversar e o que não é. Em dados momentos, Hassan sempre diz para o amigo "Isso não é interessante".
É que algumas pessoas nesse mundo cê só consegue amar e amar e amar, não importa o que aconteça.

Algo que é muito bonito no livro é a amizade entre Colin e Hassan, um sempre protege o outro de qualquer coisa. Os momentos que passaram em Gutshot renderam muitos risos, já que os dois possuem um imã para encrencas.

O livro possui muitas notas no rodapé, que muitas pessoas ignoram, mas por favor, não ignorem, pois garantem o raciocínio do livro e muitas são até engraçadas.

Se você nunca leu nada do John antes, eu recomendo que inicie por Quem é você, Alasca? (leia a resenha clicando aqui) e depois leia os outros, incluindo esse, pois assim estará familiarizado com a forma que ele escreve e apresenta os personagens, mas isso é apenas uma sugestão. 

Quem conhece os livros do Green, sabe que o mesmo é famoso por matar os melhores personagens, eu fiquei esperando alguma morte, mas "tio Verde" resolveu ser legal e não matou ninguém dessa vez.

Recomendo a leitura, porque garante risadas e distração. Foi uma leitura prazerosa, e é ótimo para curar "ressaca literária". 
Você é como um raio de sol num dia nublado, Singleton. Quando faz frio lá fora, você é o mês de maio.

Uma dica: Nunca espere finais grandiosos nos livros do John Green, por que eles nunca são do jeito que esperamos. Sempre leia com a ideia de que tudo pode acontecer, ou nada. Boa leitura! ♥ 


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