Resenha || Outlander #1: A Viajante do Tempo | Diana Gabaldon | Arqueiro


Outlander 1#: A Viajante do Tempo

Diana Gabaldon

Título original:
Gênero: Ficção científica
Editora: Saída de Emergência/Arqueiro
Número de Páginas: 800
Edição: 2014
Avaliação: ★★★★★
* Livro cedido em parceria com a editora
Sinopse: Claire, a protagonista de A viajante do tempo é uma mulher de personalidade forte, lutando para se manter num mundo de homens violentos, que busca seu verdadeiro amor enquanto participa de importantes acontecimentos da história. Claire Beauchamp Randall foi separada de seu marido Frank pouco depois da lua-de-mel, quando ele foi convocado para lutar na Segunda Guerra Mundial. Ao final do conflito, Claire e Frank se reencontram e retomam a vida que tinham em comum numa viagem a Escócia. Mas o reencontro não ocorre da forma esperada. Parece haver entre a esposa e o marido um distanciamento muito maior do que aquele causado pelos anos de guerra. Ao visitar uma antiga e mística formação de rochas, Claire finalmente vai conhecer seu destino.

"Eu lhe dei justiça, como eu aprendi. E eu lhe dei misericórdia até onde pude. Como não posso lhe poupar da dor e da humilhação, eu lhe dou minha própria dor e humilhação como um presente, para que a sua seja mais fácil de suportar."
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Fazia muito tempo em que eu pegava em um livro e mergulhava de cabeça! Isso porque meu tempo tem sido curto.  Sempre que leio, principalmente livros que bebem da história da humanidade, me deixam com uma pulga atrás da orelha para ir mais além, pesquisar a cultura, os costumes, as guerras traçadas e travadas na Europa.


O livro que li recentemente foi Outlander em: A viajante do tempo, uma narrativa intrigante que ultrapassa o véu do tempo, como Claire Randall nos prova! Uma enfermeira de 27 anos que presenciou os horrores da guerra, via pessoas mutiladas constantemente. Sua razão de vida até então era não deixar que elas morressem após os combates travados na primeira guerra mundial.

Agora, livre de toda aquela batalha sangrenta, ela finalmente encontra o seu marido, Frank Randall. Juntos eles embarcam em uma viagem para a Escócia, no século XX, para se reconectarem, devido aos anos separados pela guerra. Ambos são muito diferentes, pois Frank é apaixonado por hobbies, o preferido deles é apreciar a história local, e de povos antigos. Por outro lado, Claire tem uma personalidade forte, e não se apega tão fácil a coisas do tipo, mas dessa vez ela está decidida a encontrar um hobbie.

Nesse tempo, Claire procura aprender um pouco sobre a história daquele lugar, eles visitam os locais principais. Não estando acostumada com a calmaria e tranquilidade, devido a correria em hospitais, a jovem vai em busca de plantas raras, uma espécie de hobbie começa a surgir. E é em uma dessas viagens que Claire atravessa o círculo de pedras megalíticas de Craigh na Dun. Algo mágico e impossível acontece, e ela descreve a sensação que sentiu ao ser absorvida por essas pedras ao longo do capítulo. 

Desesperada por não saber aonde estava, Claire percebe que algo estava diferente, e que a cidade havia desaparecido. Ela estava cercada por mata, uma floresta escura e sombria. Cadê a luz? O seu carro? A estrada? O que será que Frank iria pensar quando desconfiasse do seu desaparecimento?

Diana sabe mesmo como construir um enredo e deixar rastros para que o leitor possa interligá-los! Nossa, nunca pensei em ler 800 páginas, em menos de uma semana, e ainda sim querer saber o que acontece no próximo livro! Isso por que não é uma estória só com romance, guerra, ou coisas mágicas. É uma mistura de costumes, tradições, clãs e um destino paralelo, em duas épocas diferentes, o século XX ao qual Claire vivia, e o ano de 1743, Escócia/ pré-evolução Jacobita, em que ela foi parar.

Ao mesmo tempo em que ela se incomoda de estar ali, vai se descobrindo a cada aventura, e sem ao certo imaginar, se envolve com os moradores do vilarejo, e aprende a sobreviver com tudo o que Frank tinha lhe ensinado. A saga de Claire é intensa e diferente, em meio a toda confusão existem escoceses, ruivos, gigantes de kilt pessoas que a deixam felizes, mas será que ela conseguirá voltar para Frank?

A Diana construiu personagens diferentes de outros livros que costumo ler, pois não conseguimos definir quem é vilão e quem é o mocinho. As personagens são cruas, elas fazem coisas erradas, coisas boas, se arrependem, sentem compaixão. A autora dá humanidade aos personagens como Collum e Geilie, incríveis e inteligentes; outros turrões e amáveis como Murtagh e Dougal; e ainda adoráveis e corajosos como Janny, Ian e o ruivo Jamie pelo qual ela se apaixona.

"Eu posso suportar a dor. Mas não poderia suportar você com dor. Isso exigiria mais força do que eu tenho."

A Viajante do tempo me deixou com vontade de viajar até a Escócia, visitar o círculo das pedras megalíticas na coluna de Craigh na Dun. E viajar através do tempo para conhecer os Clãs e a era Jacobita! Recomendo a leitura para os que estão dispostos a vivenciar a história entre duas épocas diferentes, e ir além da leitura do livro, para pesquisar costumes, culturas e tradições desse povo cativante. Quem sabe você não fica expert, como eu! haha

"Se a sua vida é uma troca justa pela minha honra, por que minha honra não é uma troca justa pela sua vida?"


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