Resenha || A rebelde do deserto | Alwin Hamilton | Seguinte


A rebelde do deserto

Alwyn Hamilton

Título original: Rebel of the Sands
Gênero: YA/fantasia/faroeste
Editora: Seguinte
Número de Páginas: 288
Edição: 2016
Avaliação: ★★★★ ★
* Livro cedido em parceria com a editora
Sinopse: O deserto de Miraji é governado por mortais, mas criaturas míticas rondam as áreas mais selvagens e remotas, e há boatos de que, em algum lugar, os djinnis ainda praticam magia. De toda maneira, para os humanos o deserto é um lugar impiedoso, principalmente se você é pobre, órfão ou mulher. Amani Al’Hiza é as três coisas. Apesar de ser uma atiradora talentosa, dona de uma mira perfeita, ela não consegue escapar da Vila da Poeira, uma cidadezinha isolada que lhe oferece como futuro um casamento forçado e a vida submissa que virá depois dele. Para Amani, ir embora dali é mais do que um desejo — é uma necessidade. Mas ela nunca imaginou que fugiria galopando num cavalo mágico com o exército do sultão na sua cola, nem que um forasteiro misterioso seria responsável por revelar a ela o deserto que ela achava que conhecia e uma força que ela nem imaginava possuir.
Olá, gente!
Eu inicio esse texto dizendo que adorei ler esse livro. E estou muito animada para continuar acompanhando essa série ( A rebelde do deserto é o primeiro livro de uma série de mesmo nome). Acho que vocês também vão ficar animados para conferir essa história. A rebelde do deserto tem um casamento muito interessante entre faroeste e fantasia.

Mas não foi a mistura de gêneros que me conquistou. Foi a protagonista. Ela é o grande destaque dessa narrativa. Além disso, Hamilton tem uma escrita deliciosa, com um jogo de palavras que faz com que a protagonista tenha uma personalidade marcante.

Mas o quê a protagonista tem de tão especial? Ela é uma jovem de dezesseis anos numa sociedade extremamente machista, misógina. Como eu já falei, a jovem protagonista se destaca por sua personalidade forte, inteligente e por suas ações ousadas, mas principalmente pela conscientização da dimensão política, ao longo da obra. Ela deixa de pensar somente nela para olhar para outras pessoas que também vivem oprimidas.


A rebelde do deserto  é ambientada do deserto de Miraji e, no inicio, centra sua trama na fuga de Amani, para logo em seguida tomar rumos inesperados. Amani é uma jovem órfã que vive com uma tia, num vilarejo chamado Vila da Poeira. O sonho dela é fugir para a cidade grande, na expectativa de ter um destino diferente do das mulheres da vila. Esse sonho foi alimentado por sua mãe. Mas as possibilidades de Amani conseguir dinheiro para a fuga é quase impossível. No entanto, se ela não fizer algo rápido, acabará se tornando uma das mulheres do marido da sua tia.

O leitor pode perceber por essa pequena descrição que a vida de Armani não é nada fácil. Ela é pobre, órfã e mulher. Além dos problemas pessoais, ela ainda se envolverá com a rebelião. Isso porque o deserto é governado pelo sultão, mas um dos seus filhos declarou guerra ao regime autoritário do pai. 

Como já falei antes, A rebelde do deserto  traz em seu enredo um ambiente de faroeste, com uma protagonista que atira muito bem. Com um cenário de deserto sem fim, com lindas dunas. E não poderia faltar a clássica cena de luta no trem. Junto com esses elementos, o livro traz seres fantásticos que habitam a escuridão do deserto, que mudam de formas e que lutam ao lado dos homens.

É um livro que tem elementos apresentados em outros Ya. Mas A rebelde do deserto se destaca por apresentar elementos de uma cultura muito deferente da nossa, como por exemplo, homens casados com várias mulheres. Ao mesmo tempo, o livro aborda problemas que fazem parte da nossa cultura: mulheres subjugadas, desigualdade sociais, governos autoritários.

Mas Amani não é o tipo de protagonista que fica esperando as coisas acontecerem. Ela não precisa ser salva. Mesmo com todas as adversidades, ela não é amarga. Pelo contrário, ela tem muitas tiradas sarcásticas. Outro ponto interessante é ver o crescimento dela na tomada de consciência das questões políticas que envolvem o deserto.

Já sobre os seres fantásticos. Eles são colocados na trama de forma tão harmônica que até parece que fazem parte daquele cenário. Talvez porque para mim, o deserto sempre esteve muito atrelado ao Aladim, ao Gênio da lâmpada, à coletânea de contos de Mil e uma noites. Então foi muito agradável ler sobre djinnis e outras criaturas.

Por tudo que destaquei de legal nesse livro, só posso dizer que essa é uma leitura que indicarei para todos gostam de muita ação, mulheres fortes, em papeis destaque. Ah, e ainda tem essa capa linda. 

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