Resenha || Menina Má | William March | Darkside Books


Menina Má

William March

Título original: The Bad Seed
Gênero: Suspense e Terror
Editora: Darkside Books
Número de Páginas: 272
Edição: 2016
Avaliação: ★★★★★
Sinopse:
Rhoda, a pequena malvada do título, é uma linda garotinha de 8 anos de idade. Mas quem vê a carinha de anjo, não suspeita do que ela é capaz. Seria ela a responsável pela morte de um coleguinha da escola? A indiferença da menina faz com que sua mãe, Christine, comece a investigar sobre crimes e psicopatas. Aos poucos, Christine consegue desvendar segredos terríveis sobre sua filha, e sobre o seu próprio passado também. MENINA MÁ é um romance que influenciou não só a literatura como o cinema e a cultura pop. A crueldade escondida na inocência da pequena Rhoda Penmark serviria de inspiração para personagens clássicos do terror, como Damien, Chucky, Annabelle, Samara, de O Chamado, e o serial killer Dexter.
Menina Má, de William March, é um clássico dos anos 50, Já foi adaptado para o teatro e para o cinema e este ano a Darkside Books nos deu de presente (Obrigada senhor!) essa edição maravilhosa.

Neste livro, conhecemos a pequena e adorável Rhoda. Com apenas 8 anos, ela é super independente, organizada e cheia de talentos. Um exemplo de menina!

Apesar de ter tantas qualidades, a mãe – Christine - percebeu que ela não é muito querida pelas outras crianças. Mas só depois de um piquenique em que a filha participou ela entendeu o porquê.
"Rhoda tem muitas qualidades espantosas para uma criança. Em primeiro lugar, tem uma coragem acima da média. É quase como se não sentisse medo: ela manteria a calma diante de coisas que fariam qualquer criança normal chorar ou sair correndo ". 
O piquenique era para ser um dia agradável de lazer, porém acabou em tragédia. Claude, colega de Rhoda, se afogou no lago próximo ao local onde o piquenique estava acontecendo. E o pior de tudo é que talvez a tragédia não tenha sido acidental, pois o menino fora encontrado com vários ferimentos nas mãos e na cabeça. Bem, mas o que nossa doce e meiga Rhoda teve a ver com isso?

Claude e Rhoda concorreram a um concurso de caligrafia. O menino acabou levando a melhor e Rhoda não se conformou com a derrota. No dia da tragédia, o menino exibia com orgulho sua medalha, e claro que Rhoda não deixaria barato. Muitas pessoas relataram que ela perseguiu Claude na tentativa de tomá-la.

Depois da morte do menino, a mãe de Rhoda começou a perceber a frieza com que a menina encarou tudo isso. Para ela, a morte do colega não significou nada. Juntando muitos pontos, Christine foi conhecendo mais da personalidade da filha e passando a vê-la com outros olhos.
"De repente, a violência lhe parecia um motor inescapável, talvez o mais importante de todos - algo que não poderia ser erradicado e que, feito uma erva daninha, medrava à revelia a bondade, à revelia da compaixão, à revelia do próprio amor. As vezes, sua semente estava enterrada bem fundo; às vezes, mais próxima da superfície - mas estava sempre ali, a postos, pronta para brotar [...]". 
Deu pra perceber que o contexto do livro é bem tenso né?  Principalmente por abordar um assunto tão delicado como a psicopatia infantil. Geralmente, não conseguimos enxergar as crianças como seres que possuem maldade, e é justamente isso que o livro nos apresenta. E nos faz pensar se já nascemos com ela, se ela foi transmitida hereditariamente ou se simplesmente nos tornamos pessoas más em determinado momento.   

O livro inteiro é muito complexo e embora o clima de tensão esteja muito presente, a leitura é bem rápida. Além de Rhoda, temos alguns personagens secundários que vão dando uma boa dose de suspense e mistério, e nos fazem pensar em outros temas polêmicos.

Não tinha como finalizar essa leitura sem dizer orgulhosamente que Menina Má entrou para os meus favoritos. Um livro lindo (esteticamente falando) e muito instigante. É leitura indicada tanto pra quem já curte o gênero como para quem não tem muito contato como eu. E sobre a edição? As fotos falam né? Até a próxima e boa leitura!   

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