Resenha || Olhos de Lobo | Rosana Rios | Farol Literário


Olhos de Lobo

Rosana Rios

Gênero: Ficção
Editora: Farol Literário
Número de Páginas: 440
Edição: 2016
Avaliação: ★★★★★
* Livro cedido em parceria com a editora
Sinopse:
Erich ergueu-se e saltou para a frente, devolta à mata. Nunca soube quanto tempodurou aquela fuga com a perna ferida, a matase tornando mais escura e densa e o arfar dafera seguindo-o, farejando seu sangue, apertando o cerco. Precisa prosseguir, ir paralonge, afastar o lobo da cidade. Despencou debruços dentro de um grande buraco. Tentouerguer-se mas os seus braços arderam e nãoobedeceram. A criatura parou no alto doburaco e examinou sua presa impotente. Osolhos brilharam e os dentes se arreganharamnum riso de triunfo.
Era uma vez... Dizem que as grandes histórias começam assim. E como Olhos de lobo foi uma grande aventura de Fantasia, Suspense e Terror, nada mais justo que começar a resenha assim também. Antes de qualquer coisa, vamos retomar o primeiro livro – Sangue de Lobo – para que possamos entender melhor o que acontece por aqui.


Em Sangue de Lobo, Rosana Rios nos apresenta a um cenário inusitado de assassinatos em série e também ao mundo dos lobos. As mortes parecem ter alguma ligação com o passado principalmente a um livro que misteriosamente vai parar com Ana Cristina e Cristiane. Do passado temos Hector, o lobisomem que foi contaminado pelo Fator L vindo de sua mãe. Até então, só sabemos que Hector e Daniel Lucas, o escritor do livro citado acima tem muito em comum. E que o primeiro tem muita raiva do lobo que contaminou sua mãe.

Alerta Spoiler!!! Se você não gosta de receber... Pare por aqui e leia a resenha de Sangue de Lobo.  Se não tem problemas com as informações, vamos conhecer o universo fantástico criado pela autora nesse segundo volume.

Em Olhos de Lobo nos aproximamos mais da maldição, se é que podemos assim chamar, que invadiu a vida de Hector (Bem, agora posso confessar que ele e Daniel Lucas do primeiro livro são a mesma pessoa) e que essa nova identidade foi criada para que não descobrissem seu segredo.

Nesse livro fomos levados a conhecer a história da contaminação da mãe de Hector, e bem mais além do lobo que a contaminou - William. William, ou melhor, Erich Grimm, isso mesmo, Erich era nada mais nada menos que primo dos tão conhecidos irmãos Grimm – Jacob e Wilhelm. Uma vez que perdera os pais muito jovem, os primos acolheram Erich como a uma irmão. 


Em uma visita a vizinhos bastante acolhedores, os irmãos Grimm e o primo conheceram uma senhora no mínimo peculiar, que narrou a história da Menina do Capuz Vermelho em primeira pessoa. O mais estranho era o brilho que a senhora trazia no olhar e que fitavam Erich como se ele tivesse sido escolhido.

Em outra ocasião, na tentativa de salvar a prima de uma tempestade que se aproximava, Erich foi até uma floresta perto da vila em que moravam, e salvou a garota, no entanto, suas suspeitas tornaram-se reais, a senhora que afirmava ser a Menina do Capuz Vermelho transformara-se em uma loba e perseguia-o, até que a contaminação ocorreu.

A partir de então, a vida de Erich nunca mais fora a mesma. Até o dia em que ele conheceu Leonor, a mãe de Hector. Embora soubesse que ela era casada, ele apaixonou-se por ela. E a contaminação aconteceu justamente em uma tentativa de salvar a vida de sua amada.

Além de tais acontecimentos que citei acima, conhecemos no livro uma nova versão para a lenda da Menina do Capuz Vermelho, em que a Vovozinha não era uma senhora tão boa assim como vemos nos livros infantis, e sim uma poderosa loba que transmitiu para os netos gêmeos o fator L.

Quanta informação né? Enquanto vocês digerem tudo do passado que explicou muita coisa do livro I, é válido lembrar que no Brasil já haviam se passado sete anos desde todos os acontecimentos em Passa Quatro. Ana Cristina e Hector (Daniel) estão casados e esperando a chegada do primeiro filho do casal. Embora ele não esperasse a chegada do filho com tanta empolgação por medo da transmissão do Fator L.

Neste meio termo, em Porto Alegre começam a acontecer crimes pra lá de estranhos em que as vítimas são atingidas com um tiro na nuca e tem os lóbulos das orelhas cortados. Os crimes estranhos e a quantidade de Licantropos que vão aparecendo na narrativa parecem ter algo em comum. Mas o quê? Vou deixar essa parte para vocês descobrirem.

Ler esse segundo volume foi sem dúvidas uma experiência melhor que a do primeiro. As revelações do passado nos tornaram mais próximos aos personagens, entendendo melhor o que ocorreu. Os novos personagens que surgiram deram muita ação a narrativa e eu admito que o melhor de tudo foi a participação dos irmãos Grimm na história. Esse último fato, levou minha imaginação para longe e a nova versão para um conto tão tradicional foi uma tirada de mestre.

Desta vez a leitura foi bem mais tranquila, pois eu já estava acostumada com o gênero, e por isso curti bem mais. A edição está ainda mais bonita que a do primeiro volume e eu fiquei toda boba com a capa que eu mesma ajudei a escolher. Por fim, só tenho a indicar essa leitura para quem gosta de muita aventura, ação, suspense, terror e de quebra um pouco de fantasia... Tudo junto e unicamente misturado de um jeito que só a Rosana consegue fazer. 

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