Resenha || Cisne | Eleonor Hertzog | Mundo Uno Editora


Cisne - #1

Eleonor Hertzog

Série: Uma geração, todas as decisões #1)
Gênero: Fantasia | Ficção-Científíca
Editora: Mundo Uno
Número de Páginas: 726
Edição: 2014
Avaliação: ★★★★
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* Livro cedido em parceria com a editora
Sinopse: Unificada e em paz, a Terra se dedicou à ciência e à exploração espacial, descobrindo Tarilian, um planeta habitado inesperadamente próximo. As relações entre os dois mundos iniciaram corteses, mas rapidamente uma rivalidade inútil se estabeleceu, minando a amizade entre terráqueos e tarilianos. Um infeliz incidente diplomático piorou ainda mais as relações interplanetárias; a solução para o impasse se encontra no Cisne, um veleiro movido a energia solar que é um dos mais avançados biolabs flutuantes do planeta. O Cisne é também o lar da família Melbourne: os pais, Doris e Henry, são os biólogos marinhos responsáveis pelo barco; os filhos são sua irriquieta tripulação. Sem saber que fazem parte de uma geração que decidirá o futuro do mundo inteiro, agora os jovens Melbourne precisarão dar o melhor de si para melhorar as relações entre Terra e Tarilian.


Cisne é um veleiro movido a energia solar e também onde se encontra um dos maiores biolab flutuante do planeta. Nesse veleiro conhecemos a família Melbourne. Henry e Doris Melbourne são cientistas e realizam diversas pesquisas marinhas. Além de ser um laboratório, Cisne é o lar do casal e dos seus filhos: Os gêmeos idênticos Teo e Ted, com dezesseis anos; Tim e Tom (gêmeos idênticos também) com quinze anos; Pam e Peggy com catorze anos. Peggy foi adotada pelo casal após a morte dos pais em um acidente; Liz, com treze anos; e Bobby, com oito anos.


Todas as atividades e trabalhos no Cisne são feitos pelo casal e seus oitos filhos, que logo nos primeiros capítulos conhecemos um pouquinho da personalidade de cada um. Apesar de muito responsáveis, os jovens Melbourne fazem muitas brincadeiras, garantindo muita bagunça e diversão. A família é muito querida por todos os portos em que param, onde levam espetáculos de teatro e mais diversões para as pessoas. Quando o assunto é Champ-Bleux, a diversão é deixada de lado dando lugar a tensão, pois com exceção de Bobby, todos fizeram os exames para ingressar na escola e estão com expectativa pelos resultados. A Escola Avançada Champ-Bleux é a mais conceituada de todas, pois é responsável por formar os melhores cientistas da Terra.

Enquanto esperam os resultados, os Melbournes recebem a notícia de que deverão hospedar dois estagiários do planeta Tarilian, e com eles, dois repórteres, sendo um tariliano e outro terráqueo. A tripulação segue algumas regras e com a chegada dos novos integrantes a rotina em Cisne necessita de algumas mudanças.

Tarilian é um mundo novo, que foi descoberto por astronautas onde se encontra uma ciência mais avançada que a da Terra, os habitantes são os tarilianos. Apesar de serem parecidos, os dois mundos tem também suas diferenças, causando alguns atritos.

A narrativa do livro é em terceira pessoa, porém muito simples e fácil compreensão. Eleonor tem uma escrita cativante, sempre deixando um gostinho de quero mais a cada capítulo. É impossível não destacar a criatividade da autora. Uma história totalmente original que não deixa espaço para o tédio.

Algo que deve exigir muita atenção durante as leituras são os personagens porque há muitos, em alguns momentos tive que voltar um pouquinho porque já não lembrava quem era quem. A personagem que mais me chamou atenção desde o inicio foi Peggy, muito misteriosa, me deixou curiosa para saber mais sobre ela, mas acredito que as explicações devem vir no próximo livro “Linhagens”.

Admito que o tamanho do livro me assustou, afinal são mais de 700 páginas, mas vou confessar: depois que você conhece a família Melbourne a única coisa que irá desejar é fazer parte dessa tripulação.

A capa foi o que mais me chamou a atenção. A estética do livro de uma maneira geral é muito bonita. Eu indico a todos que gostam de ficção científica e/ou fantasia, mesmo o livro sendo relativamente longo vale a pena ler.



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