Resenha || Mapas do Acaso (45 variações sobre um mesmo tema) | Humberto Gessinger | Editora Belas - Letras


Mapas do Acaso (45 Variações sobre um mesmo tema)

Humberto Gessinger

Gênero: Crônica
Editora: Belas Letras
Número de Páginas: 144
Edição: 2011
Avaliação: ★★★★★
* Livro cedido em parceria com a editora
Sinopse:
Neste livro, Humberto Gessinger passa o passado a limpo, resgata momentos especiais da sua intimidade desde menino e conta novas velhas histórias dos Engenheiros do Hawaii, nunca antes publicadas. De Passo Fundo a Moscou, passando por "Esparta Alegre", lembranças de um futuro que ele imaginava dão forma a essas linhas conduzidas pelos mapas do acaso. Para saber qualé a dele e da sua poesia, que é pura grandeza a partir de coisas simples, é só embarcar... e seguir viagem...
“Gosto de viver como se houvessem muitos amanhãs”.


Tive contato com a música do Humberto Gessinger aos 18 anos de idade. Os Engenheiros do Hawaii já haviam acabado há muito tempo, mas o Humberto continuava seguindo por novos horizontes. Parecia tarde, mas antes tarde do que nunca né? A música do 1berto sempre me emociona e me diz algo que preciso em determinados momentos (nada de papo autoajuda, é mais uma palavra amiga mesmo).

Com os livros também não foi diferente. A cada leitura fico mais encantada e mais envolvida com a pessoa que o Humberto é, e com toda a sensibilidade que cabe nele, e que ele transmite em cada palavra que escreve.

Desculpem o MIMIMI de fã (Juro que não estou puxando saco) haha.

A leitura da vez foi Mapas do Acaso (45 variações sobre um mesmo tema), crônicas que nos permitem conhecer mais um pouco da vida do Humberto – seu passado e todas as aprendizagens que vieram com ele – e não somente isso, por meio de cada vivência que ele nos conta, podemos ter contato com as experiências que muitas vezes desconhecemos enquanto fãs da banda e do Humberto.

Em cada crônica, Humberto vai mostrando muito de si – como artista, pai, marido, etc. tudo isso sem romantizar muito a vida, e expressando a sua maneira de enxergar o mundo, com os óculos que a idade o obrigou a usar.

“Sobretudo, tenho certeza de que Deus está nos detalhes e as coisas simples são as melhores. Taí uma dessas velhas e surradas sabedorias que a gente teima em esquecer”.

A morte do pai, o inicio da carreira, a relação com a música, as influências literárias... Tudo isso vai transformando cada crônica em um delicioso bate papo com esse artista. Algumas situações engraçadas, outras nem tanto, mas todas deixando alguma lição, senão para essa vida, para uma próxima. Não custa acreditar né?

Esse livro, bem como todos os outros que já li do Humberto até agora, são passaportes para quem deseja ingressar nesse universo de fé (Jeito como os fãs do Humberto são chamados), claro que, para quem já conhece vai fazer bem mais sentido, mas, nada impede de que quem não tenha muito conhecimento acerca do trabalho dos Engenheiros e do HG leiam e comecem a gostar também.


Sobre a edição...  Além das crônicas, temos ao final do livro letras de algumas canções escritas pelo Humberto, com comentários. Por fim, destaco minha experiência de leitura: um livro curtinho com muito a dizer, leitura super rápida e leve. Para ler em uma tarde. Dei cinco estrelas, e daria até mais se pudesse (desculpem, sou fã exagerada). Boa leitura!  

“Há quem ache que maquiando suas ideias, dando curvas em si mesmo, chegará mais rapidamente ao coração dos outros. Bobagem. Nas instruções de segurança dos aviões, sempre dizem: ‘Em caso de despressurização, máscaras de oxigênio cairão. Se estiver ao lado de crianças, coloque a máscara antes em você, depois na criança’. Essa é a sequência. Fazer o dever de casa antes de querer dar aula. Primeiro descobrir como bate o próprio coração”.  

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