Resenha || Pax | Sara Pennypacker | Editora Intrínseca


Pax

Sara Pennypacker

Gênero: Romance
Editora: Intrínseca
Número de Páginas: 288
Edição: 2016
Avaliação: ★★★★★
Sinopse:
Peter e sua raposa são inseparáveis desde que ele a resgatou, órfã, ainda filhote. Um dia, o inimaginável acontece: o pai do menino vai servir na guerra, e o obriga a devolver Pax à natureza. Ao chegar à distante casa do avô, onde passará a morar, Peter reconhece que não está onde deveria: seu verdadeiro lugar é ao lado de Pax. Movido por amor, lealdade e culpa, ele parte em uma jornada solitária de quase quinhentos quilômetros para reencontrar sua raposa, apesar da guerra que se aproxima. Enquanto isso, mesmo sem desistir de esperar por seu menino, Pax embarca em suas próprias aventuras e descobertas. Alternando perspectivas para mostrar os caminhos paralelos dos dois personagens centrais, Pax expõe o desenvolvimento do menino em sua tentativa de enfrentar a ferocidade herdada pelo pai, enquanto a raposa, domesticada, segue o caminho contrário, de explorar sua natureza selvagem. Um romance atemporal e para todas as idades, que aborda relações familiares, a relação do homem com o ambiente e os perigos que carregamos dentro de nós mesmos. Pax emociona o leitor desde a primeira página. Um mundo repleto de sentimentos em que natureza e humanidade se encontram numa história que celebra a lealdade e o amor.
"A verdade mais simples pode ser a coisa mais difícil de enxergar quando envolve a nós mesmos. Se você não quiser ver a verdade, vai fazer o que for preciso para disfarçá-la". 
Engraçado como às vezes um livro pode ser tão parecido com outro, a ponto de despertar as mesmas emoções. Quando li Pax, de Sara Pennypacker lembrei muito de O Pequeno Príncipe. E já já vocês vão entender melhor o por quê. 

O livro nos conta a história de Peter e Pax. Um menino e uma raposa. Uma amizade bem improvável, que aconteceu fazendo-os sentirem-se parte um do outro. 
Às vezes, Peter tinha a estranha sensação de que ele e Pax eram um só. 
Após a morte da mãe, Peter ficou arrasado. Com apenas 7 anos de idade ele não conseguia entender o por quê de tudo isso ter acontecido. E a única solução encontrada foi se fechar para o mundo. O pai, que também estava sofrendo muito, não sabia como ajudar o filho. A relação dos dois se tornou fria e distante. 

Os problemas de Peter começaram a diminuir quando ao passear pelas redondezas de sua casa ele encontrou uma ninhada de raposas das quais duas já estavam mortas. Entre os pequenos corpos imóveis, eis que uma criaturinha se move, e Peter não poderia deixá-la morrer ali, como os irmãos. 

Assim começa a grande amizade de Peter e Pax. Inseparáveis até que a guerra chegou. O pai de Peter foi convocado para lutar na guerra. O menino teria que ir morar com o avô. E a Pax coube uma triste alternativa: ser devolvida para a natureza. A separação foi dura, impossível ler a cena comovente da despedida que para Pax era só uma brincadeira, sem se emocionar.
"Tem uma doença que às vezes dá nas raposas que as faz deixar de agir de maneira normal e atacar estranhos. A guerra é uma doença humana parecida".

Longes um do outro , Peter e Pax, mostraram o real sentido da amizade: O menino resolveu fugir e ir em busca de Pax. E este, esperou por seu menino paciente e esperançoso. 

Peter Viveu uma intensa aventura em busca de sua raposa, se machucou e teve que esperar uns dias até poder voltar as buscas. Foi aí que ele conheceu Vola, uma militar aposentada que vivia em um sítio próximo ao local onde Peter estava. Muito sábia Vola se tornou grande amiga de Peter. Juntos eles se ajudaram na superação de problemas do passado, e também a dar um novo rumo para o futuro. 

Pax, também se aventurou bastante. Apesar de ser um animal selvagem, ele não foi criado como um, e pouco sabia da vida selvagem longe da casa do seu menino. Mas, o instinto animal o ajudou, e ele aprendeu a caçar, a se defender e fez até novas amizades da sua espécie.   

Quando comparei Pax com O Pequeno Príncipe, não foi somente pela amizade entre menino e raposa, mas pelas belas lições que essa relação nos deixa, assim como no clássico. Ambos os livros nos mostram uma amizade diferente, cheia de percalços, e nem por isso desimportantes. A singeleza com que Pax aborda tal temática nos faz perceber que a amizade é possível entre humanos-humanos e humanos-animais e que para cativar é preciso esperar, respeitar, aceitar, cuidar e amar... 
"Às vezes a maçã caí muito longe da árvore". 
E eu só posso dizer depois de tudo isso, que estou com o coração transbordando amor por esse livro. Uma leitura leve (apesar das cenas em que precisamos de um lencinho por perto), rápida, e muito envolvente. O livro tem poucos personagens , o que ajuda na fluidez da leitura. 

Indico Pax para os fãs de Extraordinário, O Pequeno Príncipe, O Menino do Pijama Listrado, e de livros que tratem da amizade... Uma leitura para todas as idades! Boa leitura! 

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