Resenha || Trilogia Exodus #2 | Zenith | Julie Bertagna | Farol Literário


Zenith

Julie Bertagna

Gênero: Distopia
Editora: Farol Literário
Número de Páginas: 328
Edição: 2012
Avaliação: ★★★
* Livro cedido em parceria com a editora
Sinopse:
As águas não param de subir, muita gente já morreu e os sobreviventes buscam apenas um lugar onde seja possível recomeçar. Instigada por um precioso livro, a jovem Mara conduz todos à Groenlândia: após o derretimento das calotas de gelo, haveria uma terra verdejante no topo do mundo? Porém, a cidade flutuante de Pomperoy – um acampamento de barcos repleto de ciganos marginalizados – não estava nos planos de Mara e de sua tripulação. Quando os oceanos subiram e devastaram o planeta, a enorme quantidade de informações do mundo perdido foi armazenada no ciberespaço. Mara usa então seu ciberwizz – pequeno globo do tamanho de uma maçã – para entrar no mundo virtual em busca de ajuda. Nas ruínas abaixo da cidade celeste, o raposo tornou-se um traidor de seu povo: sim, ele planeja uma revolução.
“Os sonhos podem escapar por entre os dedos, como água. Sonhar com algo sólido e real, é uma das tarefas mais difíceis do mundo”.
A Trilogia Exodus, escrita por Julie Bertagna nos apresenta o cenário devastador de um mundo quase todo submerso – consequência de um passado não tão distante – em que poucos sobreviveram, e esses poucos estão correndo o risco de sumir em meio às águas que não param de subir.

Foi nesse clima que Mara saiu da ilha de Wing junto com a sua família e amigos, sonhando com um mundo melhor, sonhando em sobreviver, sonhando em ser uma menina normal de 16 anos. Apenas sonhando...  Por que a realidade foi bem diferente.

Em Exodus (Resenha aqui), primeiro livro da trilogia, acompanhamos a migração da população de Wing rumo à Cidade Celeste, no Mundo Novo – Munno. A viagem foi difícil, muitos não resistiram, mas o pior veio depois, quando finalmente encontraram o que antes pensavam ser a solução para os problemas.  O Mundo Novo não era um espaço para todos, para acolher aos que tinham sobrevivido aos desastres naturais, e sim um mundo para privilegiados.

E foi em meio a essas e outras injustiças que Mara decidiu salvar não só os seus amigos, mas também todos os refugiados que estavam à margem de Munno. Nesse meio termo, ela consegue um aliado, que além de ser neto do criador da Cidade Celeste, se torna também o seu primeiro amor.
“É como se o mundo fosse um navio naufragado e tudo que restou fossem seus destroços”.
Desculpem toda essa retomada, mas era preciso... Agora vamos lá a Zenith, onde as aventuras e a luta por dias melhores continuam.

Depois de conseguir fugir em um navio de Munno, o desafio de Mara é encontrar um lugar no velho mundo, habitável e seguro. Mais uma vez arriscando a sua vida e a de muitas outras pessoas, eles seguem rumo à Groelândia, local ao Norte do mundo e que com o derretimento das geleiras deve ser um bom lugar para começar uma nova vida – tentativas.

Mas nem tudo foi tão fácil assim: ciganos do mar e piratas, a luta pela sobrevivência e a consciência de ações do passado pesam em meio à escuridão do oceano. O percurso lento se torna também duvidoso: será que restou do mundo algo além de água?

Esse segundo volume da trilogia, se resume basicamente a isso – fuga e busca por um novo incerto.

Quanto as minhas impressões, vou destacar o que vi de bom e o que não foi tão bacana assim... Gostei bastante dos novos personagens que Julie envolveu na trama. O principal a ser destacado aqui é Tuck um jovem cigano do mar que perdeu a família e acabou viajando em um navio de piratas, e que depois juntou-se à Mara e aos demais sobreviventes.

A ousadia de Tuck deu ao livro um ânimo, deixou a narrativa mais empolgante. Até por que os personagens que já acompanho desde o primeiro livro estavam abatidos e desanimados. Mara como a protagonista perdeu a determinação que vemos no primeiro livro, e parece carregar uma culpa imensa consigo. E isso foi bem chato.

Confesso que esperava bem mais desse segundo volume, mas não correspondeu minhas expectativas,  o problema com a narrativa lenta de Julie permaneceu. Demorei a me envolver com o livro e quando achei que isso aconteceria... Nada!

Por essas razões, dei apenas três estrelas para o livro. Sobre a edição: a capa está muito linda e a diagramação impecável, sem erros de digitação. Apesar de tudo que ressaltei, estou bem ansiosa pelo desfecho dessa trilogia distópica e em  breve tem resenha! Boa leitura.
“A humanidade, é tudo que sobrou”.

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