Resenha || Trilogia Exodus #3 | Aurora | Julie Bertagna | Farol Literário


Aurora

Julie Bertagna

Gênero: Distopia
Editora: Farol Literário
Número de Páginas: 312
Edição: 2013
Avaliação: ★★★★
* Livro cedido em parceria com a editora
Sinopse:
Já se passaram 16 anos na trama. Mara, a jovem heroína criada pela autora, já não é mais uma menina. Agora ela é mãe de Lily – uma adolescente tão espirituosa quanto a protagonista foi no passado. De olhar curioso e de natureza atrevida, ela se torna peça importante neste terceiro livro. Os pais de Lily revelaram toda a trajetória de nagevações e batalhas por uma terra segura no mundo, como se fosse uma antiga lenda contada ao pé da fogueira. Ao descobrir que aquela jornada petrificante foi vivida, de fato, por sua mãe e tantos outros moradores de Candlewood, Lily se emociona e se vê ainda mais impulsionada em saber a verdade sobre vidas que existem para além do lugar onde vive. Ela quer fazer algo grande e corajoso, algo que vai sobreviver aos anos. Mas nada é tão simples. Não nesta conclusão da saga. Em sua própria aventura, Lily vai se deparar com revelações inimagináveis, viverá situações inesperadas com pessoas e outros seres não exatamente humanos, que antes não passavam de criaturas da imaginação. Antigos e novos personagens dão fôlego revigorado à trilogia que ainda conta com a figura de Raposo, que não desistiu de sua revolução em busca da igualdade e da justiça para o povo viver em condições mais humanas. Em “Aurora”, ele será surpreendido com revelações que o levarão a novas crenças.
“O mundo estava tomado pelo medo. As grandes inundações haviam chegado e as pessoas estavam tentando sobreviver. Gente desesperada pode fazer coisas terríveis”.
Olá, leitores, hoje trago a resenha do livro 'Aurora', volume 3 da Trilogia Exodus de Julie Bertagna. A resenha pode conter SPOILER... Então se você não gosta de receber, pode conferir as resenhas do volume 1 - Exodus (aqui) e do volume 2 - Zenith (aqui). 

Dezesseis anos se passaram e muita coisa aconteceu desde 2100... Mara já não é uma adolescente, ela nasceu e cresceu em mundo quase todo inundado pelas águas do oceano, e depois de muito lutar pela sobrevivência de amigos e familiares conseguiu chegar à Groelândia, atual Candlewood.

Em meio a tantas mudanças, ela deixou a um oceano de distância o amor de sua vida, mas, levou consigo um pedaço desse amor – Lilly – que agora já é uma adolescente, cheia de garra e vontade de viver... Mara encontrou um lugar seguro para a filha e para a família que construiu. Porém, a verdade chegou até sua filha, e ela precisa conhecer o pai.

No terceiro e último volume da trilogia Exodus, nossa protagonista cede lugar a sua filha Lilly, ideia que a princípio não me animou muito, mas depois consegui simpatizar com a garota e com os seus ideais.

“Os sonhadores agora são homens perigosos. [...] São aqueles que vão agir com olhos bem abertos para fazer seus sonhos se realizarem”.

Lilly parte com o amigo Wing, sobrevivente do mundo submerso, em busca de Raposo, o pai que ela descobriu recentemente. Nessa aventura, ela acaba encontrando amigos do passado de Mara, incluindo ai Tuck, o cigano do mar que todos achavam estar morto. Cada personagem que retornou à narrativa veio para dar aquele ar de final feliz (ou quase feliz).

Nesse meio termo, enquanto Lilly busca por Raposo, ele que é ninguém menos que o herdeiro das cidades celestes, planeja uma revolução. Desde que conheceu Mara, não suportou viver em um império de desigualdade onde somente quem tinha dinheiro era bem vindo.

Raposo não fugiu para a Groelândia com Mara por que pretendia transformar as cidades celestes em um mundo realmente novo, e para todos. Ficando na cidade submersa ele levou tempo para reunir revolucionários em todas as cidades celestes espalhadas pelo mundo. Até que conseguiu.

“O império do céu está afundado demais em novos sonhos e pesadelos para sentir os tremores da revolução se formando no mundo além de seus muros”. 

A leitura do desfecho da trilogia foi bem mais empolgante, que a dos volumes anteriores, principalmente do volume dois, onde praticamente nada aconteceu. Nesse livro, foi possível perceber mais ação e determinação nos personagens. Consegui me envolver logo nas primeiras páginas e ter Lilly como protagonista deu o gás que estava faltando. Apesar de que o final deixou muito a desejar, é como se a autora tivesse nos conduzido a mil por hora e tivesse perdido o ritmo nos últimos segundos, o que foi bem decepcionante.

Numa visão geral da trilogia, foi uma leitura bem positiva, o tema em foco – aquecimento global – com o derretimento das geleiras e inundação de grande parte do mundo e consequentemente – a luta pela sobrevivência – deram a trilogia um toque de realidade assustador, em pensar que tais acontecimentos também podem vir a acontecer com a gente.

Mesmo tendo gostado das leituras, acho que faltou muita coisa, Julie Bertagna  tinha um excelente tema em mãos, e criou ambientes bem inovadores como as cidades celestes e suas tecnologias no Mundo Novo, porém, na maioria das vezes ela deixou com que um assunto tão interessante se tornasse maçante. E esse foi o ponto negativo da trilogia. 

Por fim, indico a leitura para quem gosta de Distopia, mesmo tendo destacado pontos negativos, ainda é uma leitura que vale a pena ser realizada, traz muitas reflexões e aventuras futurísticas. Boa leitura! 


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