Resenha || A coragem de ser imperfeito | Brené Brown | Sextante



Título: A coragem de ser imperfeito
Autora: Brené Brown
Editora: Sextante
Ano:2016
Skoob
Avaliação: ★★
Páginas: 208
*Livro cedido em parceria com a editora

Sinopse: Brené Brown ousou tocar em assuntos que costumam ser evitados por causarem grande desconforto. Sua palestra a respeito de vulnerabilidade, medo, vergonha e imperfeição já teve mais de 25 milhões de visualizações.Viver é experimentar incertezas, riscos e se expor emocionalmente. Mas isso não precisa ser ruim. Como mostra Brené Brown, a vulnerabilidade não é uma medida de fraqueza, mas a melhor definição de coragem.Quando fugimos de emoções como medo, mágoa e decepção, também nos fechamos para o amor, a aceitação e a criatividade. Por isso, as pessoas que se defendem a todo custo do erro e do fracasso acabam se frustrando e se distanciando das experiências marcantes que dão significado à vida.Por outro lado, as que se expõem e se abrem para coisas novas são mais autênticas e realizadas, ainda que se tornem alvo de críticas e de inveja. É preciso lidar com os dois lados da moeda para se ter uma vida plena.

O que para você significa imperfeição? De que forma podemos vencer as inseguranças do dia? Em A coragem de ser imperfeito acordei para as diversas áreas da minha vida que estavam apagadas e logo após acenderam.

Não encarei a obra, necessariamente como autoajuda, ao contrário disso, Brené Brown nos convida a compreender a causa dos nossos medos, anseios, fugas como também nos mostra o quanto somos imperfeitos. Admitir isto, é o primeiro passo para encarar a vulnerabilidade.

"Quando a vergonha se torna um estilo de gerenciamento, a motivação vai embora. Quando errar não é uma opção, não existe aprendizado, criatividade ou inovação."

A autora é pioneira em pesquisas sobre este tema. Ela procurou pesquisar todos os pontos que tornam os seres humanos vulneráveis e quais as situações nos sentimos expostos, fragilizados quando somos expostos em alguma situação vergonhosa, ou que o nosso cérebro encare como vergonha. Por este motivo, ela foi premiada por seu êxito. A obra como um todo tem uma linguagem simples e clara. As situações ou arsenais com os quais a Brené trabalha podem ser usados para combater a vergonha e "viver com ousadia".

O diferencial do livro são os capítulos. Em cada um deles encontramos pontos que se demonstram como fraquezas e nos tornam vulneráveis em diversas situações. O que me encantou de fato foram as experiências trazidas pela própria autora, seja em sua vida pessoal, ouvindo as pessoas e até mesmo em suas palestras. Seria o conteúdo trazido no livro assuntos de psicologia, por não apresentar formulas e receitas prontas, mas o que nos transforma de fato e nos faz encarar a nós mesmos é o poder de escolha.


"A nostalgia do passado também é uma forma perigosa de comparação. Repare com que frequência você compara a sua vida atual com uma lembrança de bem-estar que a nostalgia editou em sua mente, mas que nunca existiu de verdade."

Este livro é uma pesquisa realizada em décadas, a Brené dedicou parte do seu tempo em entender o que leva as pessoas a sentirem vergonhas e, como elas podem entender essas situações e quem sabe sair delas. O passado é um grande algoz da vergonha. É nele e por meio dele que afundamos nossos sentimentos e pensamentos para o pior ou melhor. Brown, insiste que comparar o presente com o passado é uma forma perigosa de se viver, para se ter uma ideia podemos até enlouquecer, caso não haja um cuidado. Concordo com a autora ao questionar sobre o passado. As vezes estamos bem consigo mesmo, mas o fato de trazer uma comparação simplória com algo que já passou, pode ser prejudicial para o nosso bem estar.

"Fé menos vulnerabilidade é igual a política, ou ainda pior, a fanatismo. O verdadeiro comprometimento espiritual não é construído sobre a submissão, mas é produto do amor, da aceitação e da vulnerabilidade."

A grande mensagem trabalhada no livro é que não podemos ser prisioneiros, nem mesmo submissos do fanatismo, seja ele qual for. Para ela, o verdadeiro comprometimento espiritual, para se estar bem e viver bem requer amor, aceitar a si mesmo e entender o quão somos frágeis e imperfeitos. De certo modo, é isto que nos torna corajosos para encarar a vida de frente.

"O que nós sabemos tem importância, mas quem nós somos importa muito mais. Ser, em vez de saber, exige atitude e disposição para se deixar ser visto. Isso requer viver com ousadia, estar vulnerável. O primeiro passo dessa viagem é entender onde estamos, contra o que lutamos e aonde precisamos chegar."

Essa edição e nova capa do livro está lindíssima. A linguagem e diagramação, colaboram para uma leitura rápida e instigante. A coragem de ser imperfeito nos mostra que não estamos sozinhos e que precisamos escolher não submeter a escravidão de buscar sempre a perfeição. Leitura mais que recomendada para aqueles que não apenas desejam/buscam uma leitura motivacional, mas para os que se interessam por pesquisas e livros que tratem sobre os sentimentos humanos e de que modo podemos lidar com eles.


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