Resenha || A Guerra que Salvou a Minha Vida | Kimberly Brubaker Bradley | DarkSide Books


A Guerra que Salvou a Minha Vida

Kimberly Brubaker Bradley

Gênero: Ficção
Editora: DarkSide Books
Número de Páginas: 237
Edição: 2017
Avaliação: ★★★★★
Sinopse:
Ada tem dez anos (ao menos é o que ela acha). A menina nunca saiu de casa, para não envergonhar a mãe na frente dos outros. Da janela, vê o irmão brincar, correr, pular – coisas que qualquer criança sabe fazer. Qualquer criança que não tenha nascido com um “pé torto” como o seu. Trancada num apartamento, Ada cuida da casa e do irmão sozinha, além de ter que escapar dos maus-tratos diários que sofre da mãe. Ainda bem que há uma guerra se aproximando. Os possíveis bombardeios de Hitler são a oportunidade perfeita para Ada e o caçula Jamie deixarem Londres e partirem para o interior, em busca de uma vida melhor. 

"Existe guerra de tudo quanto é tipo". 
Inglaterra, século XX e uma guerra preste a começar. Esse é o cenário de A Guerra que Salvou a Minha Vida de Kimberly Brubaker Bradley. Neste livro conhecemos Ada uma garotinha que nasceu com uma deficiência no pé – ‘pé torto’ como chamavam. Parece pouco, mas, a própria mãe da menina transforma o problema em algo imenso e muito doloroso (e não é de dor física que eu estou falando).

Ada, o irmão mais novo, Jamie e a mãe dividem um pequeno apartamento no subúrbio de Londres. Enquanto a mãe trabalha em um pub, Ada cuida do irmão e faz as tarefas domésticas, tudo isso rastejando pelo chão, pois não sabia andar. Ela nunca foi à escola e a mãe evita que as pessoas a vejam, para não passar vergonha. A única coisa que é permitido a ela é sentar em uma cadeira na janela para ver a rua.  

Com as ameaças da guerra, todos os pais deveriam mandar seus filhos para o interior da Inglaterra para os protegerem dos bombardeios. E é claro que Jamie iria como qualquer outra criança, já Ada... a mãe disse que ela não precisaria ir e que ninguém iria recebê-la em suas casas.

Ainda bem que Ada tinha Jamie do seu lado, e juntos eles bolaram um plano para fugir sem que a mãe soubesse. Ada tinha muita força de vontade e vinha treinando alguns passos há um tempo e com determinação conseguiu ficar de pé, e aquela fuga com o irmão seria bem mais que escapar da guerra de Hitler, mas, principalmente, escapar da mãe, a causadora da guerra na vida de Ada.

A fuga dos irmãos deu certo, porém, nem tudo foi fácil quando eles chegaram no interior, e embora a deficiência de Ada fosse algo mínimo, as pessoas que receberiam os evacuados rejeitaram ela e Jamie por causa do pé torto da menina.
"Estávamos livres. Da Mãe, das bombas do Hitler, da minha prisão no apartamento. De tudo. Doidice ou não, eu estava livre". 
Mas, como eles precisavam de um lar, uma voluntária levou os meninos para a casa de Susan Smith, e mesmo contra a vontade dela, recebeu os irmãos e tentou cuidar deles. No inicio foi difícil, mas Susan foi criando laços afetivos com as crianças, e fazia tudo por elas.

Na casa de Susan, Ada descobre um mundo de coisas e sensações que nunca tinha visto/sentido e é tão lindo acompanhar tudo isso, o melhor de tudo foi a amizade dela com o pônei Manteiga, e também a tentativa de Susan de mostrar a essa menina que ela é bem mais que o seu pé torto.

Porém, em meio a tanta novidade, existia muita coisa na cabecinha de Ada, era demais para ela a rejeição da mãe e todo o sofrimento que ela causara. E por isso, ela tinha constantemente que lutar contra os monstros que a cercavam e que faziam ela pensar que não era merecedora daquilo que estava vivendo.

Nesse livro temos a Segunda Guerra Mundial como pano de fundo para falar das guerras que enfrentamos todos os dias, e que às vezes duram por muito tempo. A guerra de Ada foi a mais dolorosa que alguém poderia enfrentar, além da deficiência, a rejeição da mãe, o desgosto que ela sentia e demonstrava por ter uma filha com o pé torto fizeram com que a garotinha se fechasse para quem estava disposto a dar a ela carinho de verdade.
"Enfim compreendi qual era a minha luta e por que eu guerreava".
Essa leitura foi muito esperada por mim, e ela não me decepcionou em nada, muito pelo contrário superou as minhas expectativas! E preciso ressaltar que a beleza física do livro não é nada comparada com a beleza da personagem Ada e com a coragem dela, e com todas as lições que ela nos transmitiu em menos de 300 páginas. 

O livro é narrado em primeira pessoa por Ada, ao que parece, já se passaram anos quando ela resolve contar tudo o que viveu. O livro faz parte do selo DarkLove, que se propõe a fugir um pouco do terror típico da nossa querida DarkSide Books e nos apresenta romances com uma dose de drama. 

E depois de muita emoção com essa leitura, eu queria dizer a vocês que leiam esse livro lindo por dentro e por fora e se emocionem a cada a página! E se você já o leu, me conta o que achou. Boa leitura! 


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